Cotidiano

Insegurança e bagunça ainda são os maiores problemas nos terminais

Nesta manhã, passageiro ficou ferido em atropelamento

Wendy Tonhati Publicado em 04/05/2017, às 16h03

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Nesta manhã, passageiro ficou ferido em atropelamento

Um passageiro foi atingido, no começo desta quinta-feira (4), por um ônibus que fazia manobra no Terminal Bandeirantes, em Campo Grande. O Jornal Midiamax ouviu os usuários do transporte coletivo, no mesmo terminal e, o problema mais apontado continua sendo a falta de segurança e a algazarra em determinados horários.

Mesmo não sendo o problema mais lembrado pelos passageiros, é comum presenciar pessoas correndo para fazer a travessia entre as plataformas, fora da faixa de pedestres para não perder o coletivo. Ao contrário de outros terminais de transbordo da Capital, o local não possui grades na parte central e que ‘forçam’ a população a atravessar na faixa de pedestre.

Cleuza Vicente Ferreira, 70 anos, aposentada

“O maior problema dos terminais é a confusão que fica. Ontem mesmo, eu vi duas brigas. Uma aqui, [Terminal Bandeirante] foi uma correria de jovens e no Aero Rancho, teve um cara que chegou a ser preso, não sei o que aconteceu”. A aposentada diz que evita ir ao Terminal Morenão por questão de segurança.

“Lá é uma bagunça. Meu filho mora perto e ele me busca no ponto antes. Até estuprador já teve lá. Para a aposentada, o atropelamento não foi causado por conta da estrutura do terminal, já que há sinalização. Os banheiros dos terminais ainda são apontados como um problema e a idosa diz que não entra de jeito nenhum. A limpeza também é questionada, mas com a ressalva que também é um problema da população que não colabora.

“Eu levo meu lixo de volta para casa. Tem gente para limpar, sim. Mas, vem um e joga um papel de bala, joga oura coisa e fica desse jeito mesmo. A população também não tem consciência. O acidente também tem a ver com isso. Tem as faixas de pedestre, mas tem gente que atravessa fora da faixa”.

Layza Gabrielly Beck, 18 anos, estudante

A estudante diz que além dos problemas estruturais como os banheiros que não são bem conservados, com porta quebradas o problema é a insegurança.

“Antes tinha GCM (Guarda Civil Municipal) o dia todo e agora, só no horário da saída das escolas. Acho que a Guarda deveria ficar nos terminais para dar mais segurança à população. E não gosto da bagunça que fique no terminal”.

Carolina Aparecida de Arruda, 61 anos, dona de casa

“Os terminais já foram mais limpos do que são hoje em dia, mas não dá para reclamar só dos administradores. Aqui não tem muito problema, com o tamanho, mas Terminal Morenão é o pior, muito lotado e muito estreito”.

Karina Ramos Sobrinho, 26 anos, pedagoga

Para a pedagoga que pega ônibus diariamente há sete anos, o problema maior são os ônibus atrasados, inclusive, nos terminais de transbordo. Ela utiliza com frequências as linhas São Conrado e Caiobá e conta que por várias vezes já ficou para trás até mesmo no terminal, pois os ônibus estavam lotados.

“Não vejo muito problema no terminal em si. Mas, os fiscais realmente não dão conta de olhar tudo. Eu já pessoa com problema andando na pista, gente que não presta atenção e idosos. Esses correm risco mesmo de serem atropelados. Eu já vi muito motorista negligente nos ônibus”.

Anônimo, 37 anos, servidora

Uma servidora pública, que prefere não se identificar, diz que o sistema que interliga os terminais da Capital não é um dos melhores do Brasil. Para ela, os terminais poderiam ser “mais modernos e mais bonitos”.

“Eu fiquei com trauma de dirigir e não dá para pegar táxi e, agora, Uber, todos os dias. Andando de ônibus dá para ver muitos absurdos. Os terminais de Campo Grande, poderiam ser limpos, mais bonitos e mais modernos como em outras cidades do Brasil. Campo Grande parece uma capital que parou no tempo. Tratam muito mal quem usa o transporte coletivo todos os dias. É aquela piada de sempre: Quem faz o planejamento, nunca andou de ônibus”. 

Jornal Midiamax