Cotidiano

Família e amigos de empresário morto por PRF pedem justiça

Concentração de protesto aconteceu na praça Ary Coelho

Tatiana Marin Publicado em 07/01/2017, às 19h59

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Concentração de protesto aconteceu na praça Ary Coelho

Cerca de 150 pessoas se reuniram na tarde deste sábado (7) na praça Ary Coelho e se dirigiram para a avenida Ernesto Geisel com palavras de ordem exigindo justiça. Faziam parte do grupo funcionários, amigos e familiares do empresário Adriano Correia, morto pelo policial rodoviário federal no dia 31 de dezembro, por uma briga de trânsito.

Ainda na praça, de mãos dadas foram feitas orações e em seguida o grupo se dirigiu em passeata para o local do crime. Durante o trajeto o nome do empresário era entoado, assim como pedidos de justiça como ‘Ricardo na cadeia’ e ‘Ricardo na cadeia’. 

Todos estavam vestindo roupas brancas, sendo que alguns usavam camiseta com a foto de Adriano e os dizeres: “Na memória de quem ama, não há lugar para esquecimento, só para saudade daqueles que durante a vida nos trouxeram tanta alegria. Sentiremos sua falta. Queremos justiça”.

Para o irmão do empresário, o motorista Paulo Dias do Nascimento, de 48 anos está sendo um momento muito difícil. “Ele era tudo para mim. Estou evitando passar pelo local onde aconteceu e estou procurando rotas alternativas, porque ainda é muito difícil pensar no Adriano e lembrar dele. A ficha ainda não caiu”, diz o irmão.

O irmão de Adriano expressa tristeza e indignação. (Foto - Luiz Alberto)

Amiga de Adriano por mais de 13 anos e funcionária, Cárita Martinez Ribeiro, de 38 anos diz que a morte do empresário foi uma perda irreparável. “Ele era um amigo maravilhoso. Estou tentando me conformar, mas está difícil. Sempre fomos muito próximos, era um parceiro para todas as horas. Feliz e cheio de sonhos. O que fica é o sentimento de indignação”,

Conforme os organizadores do movimento, a intenção da manifestação é que o policial Ricardo Huyn Su Moon permaneça na cadeia até o julgamento e que o caso sirva de exemplo. “O fato de ter uma farda ou um cargo não dá o direito de matar”, diz Cárita.

O supervisor de merchandising, tio de Adriano, Jailton Correia Lima, de 48 anos, também deseja que a justiça prevaleça. “Queremos mostrar para a sociedade e para a justiça que toda a movimentação, tanto nas redes sociais, como esta passeata, que um crime bárbaro como este não pode ficar impune. É preciso que o poder público apure os fatos e que o culpado pague pelos erros”, desabafa.

O grupo, que era auxiliado pela Polícia Militar de Trânsito, ao chegar à avenida Ernesto Geisel novamente formou um círculo e de mãos dadas rezaram novamente. Familiares proferiram discursos indignados e continuaram pedindo por justiça.

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Jornal Midiamax