Cotidiano

Em ato, família diz que Mayara tinha dinheiro no banco e acredita em latrocínio

Caso ainda está sendo apurado 

Aliny Mary Dias Publicado em 04/08/2017, às 20h28

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Caso ainda está sendo apurado 

O ato em protesto a violência contra a mulher e em memória da musicista Mayara Amaral, de 27 anos, morta no último dia 25, reúne cerca de 100 pessoas na Praça Ary Coelho, em Campo Grande, na tarde desta sexta-feira (4). Mãe da musicista, Ilda Cardoso, de 50 anos, participa do ato e revelou fatos novos sobre o caso que está sendo apurado pela polícia.

De acordo com Ilda, Mayara tinha uma poupança onde guardava um montante em dinheiro que seria usado para a compra de um carro novo. A jovem queria trocar o Volkswagen Gol modelo antigo que ela possuía e que, inclusive, foi roubado pelos envolvidos no caso e suspeitos de matá-la.

A família acredita que o valor que estava na poupança foi roubado por Luís Alberto Bastos de Barbosa, de 29 anos. Os cartões bancários de Mayara estavam com os suspeitos e foram entregues à família nesta semana. O pai de Mayara, segundo Ilda, está no banco para descobrir se algum valor foi retirado da conta.

Diante de mais esse indício, a mãe da musicista afirma acreditar que a filha foi vítima do crime de latrocínio. O protesto, no entanto, discute a possibilidade do caso ser resultado de um feminicídio, quando a vítima tem o gênero como motivador do crime.

Apesar de acreditar na versão do latrocínio, a família da jovem ressalta a necessidade de que a violência contra a mulher seja assunto discutido pela sociedade.

“Esse ato é um grito para não se calar perante fatos muito bárbaros, a sociedade está muito acomodada e com medo. Mayara era uma menina que trabalhava o dia todo, estudava e estava fazendo uma poupança. Só quero minha filha de volta. Se a mulher é dona de casa e morre, as pessoas condenam, se é estudiosa e trabalhadora as pessoas condenam também”, desabafou a mãe.

Em relação ao fato da defesa de Luis querer que o suspeito preste novos depoimentos para que a tipificação do crime seja alterada, com objetivo de amenizar a pena, Ilda preferiu não comentar. “Acho que foi uma emboscada para pagar a dívida deles”, completou.

Comoção

Entre as dezenas de manifestantes que se reuniram para discutir a violência e lembrar de Mayara estava Filipi Silveira, filho do casal Cristovão e Fátima Silveira, brutalmente assassinado no dia 18 de julho, em chácara da família.

Em ato, família diz que Mayara tinha dinheiro no banco e acredita em latrocínio

“Minha mãe e a Mayara eram duas mulheres extremamente fortes, mortads de uma maneira muito brutal”, afirmou o jovem.

Jornal Midiamax