Cotidiano

Em acordo, funcionários de mercados recebem só reposição inflacionária

Reajuste será de 4,57%

Tatiana Marin Publicado em 07/06/2017, às 19h24

None

Reajuste será de 4,57%

Trabalhadores empregados em supermercados de Campo Grande irão receber 4,57% em seus salários, o que representa apenas reposição inflacionária, segundo o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor). A categoria chegou a entrar com pedido de dissídio coletivo na justiça, depois que comerciários e donos de supermercados não chegaram a um acordo na convenção coletiva de trabalho para o período de 2017-2018.

Com o reajuste, o piso salarial que era de R$ 990,00 passou para R$ 1035,50. O aumento atuou também sobre o vale-compras recebido pelos funcionários que trabalham no feriado: de R$ 55,00 passou para R$ 57,51. Além do vale-compras, o empregado tem direito a uma folga compensatória que deve ser gozada em até 60 dias após o feriado trabalhado.

O acordo é retroativo a abril, que é a database da categoria e tem validade de um ano. As demais cláusulas da convenção coletiva anterior foram mantidas. A medida vai afetar cerca de 10 mil funcionários, segundo o sindicato patronal.

Em acordo, funcionários de mercados recebem só reposição inflacionária

Para o Presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio de Campo Grande, Idelmar da Mota Lima, o valor do reajuste está abaixo do que a categoria gostaria, mas atende os trabalhadores, tendo em vista a crise financeira do país. “Essa mediação é salutar, tanto para nós quanto para a classe patronal”, enfatizou.

O Presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios de Campo Grande, Adeilton Feliciano do Prado, afirmou que a negociação foi positiva para as duas categorias e principalmente para os clientes que poderão fazer suas compras em dias de feriado. “A população já acostumou a ter as lojas abertas e o setor funciona justamente para atender essas demandas. Até o funcionário gosta de trabalhar no feriado, porque é uma forma de aumentar o seu ganho e ainda tem mais um dia de folga”, defendeu Adeilton.

Jornal Midiamax