Cotidiano

Com fogueiras, moradores pedem redutor de velocidade na Avenida dos Cafezais

Cerca de 250 moradores participaram do ato 

Clayton Neves Publicado em 08/05/2017, às 22h10

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Cerca de 250 moradores participaram do ato 

Revoltados com a falta de sinalização e reféns dos constantes acidentes de trânsito na Avenida dos Cafezais, em Campo Grande, cerca de 250 moradores do residencial Patrícia Galvão, no Bairro Paulo Coelho Machado, incendiaram pedaços de madeira e bloquearam a via que dá acesso a diversos bairros da região sul da Capital.

De acordo com os moradores por causa da falta de sinalização, Avenida torna-se “pista de racha”. “Já passou da hora de colocarem um redutor de velocidade ou quebra-molas por aqui, é para nossa segurança”, afirma a representante comercial Kelly Mattos, de 37 anos.

Conforme um morador que não quis se identificar, redutores de velocidade já foram solicitados à Prefeitura, mas até o momento nada foi feito. “Várias desculpas já foram dadas pelas autoridades. O condomínio já tem 10 anos e até hoje nada. Nossa situação está complicadíssima”, explica.

Outro ponto que gera insatisfação é a distância do ponto de ônibus. Quem mora no Patrícia Galvão, precisa andar até a Avenida Gury Marques ou andar cerca de mil metros em direção a entrada do Bairro Paulo Coelho Machado para ter acesso ao ônibus que vai para os terminais da região.

Glades de Souza Assunção, de 35 anos, é uma das que se dizem prejudicadas pela distância do ponto de ônibus. Ela explica que diariamente sai de casa às 5 horas para levar a filia que tem epilepsia ao médico, e ainda nas primeiras horas da manhã é obrigada a fazer o perigoso trajeto. “Falta segurança  para quem depende de ônibus, somos obrigados a enfrentar o medo de assalto também”, relata.

Em imagens enviadas por leitores é possível ver uma extensa cortina de fogo no meio da via, bloqueando a passagem de motoristas e motociclistas. A Polícia Militar esteve no local e convenceu os manifestantes a liberarem a via. O protesto durou cerca de uma hora.

Entramos em contato com a assessoria de comunicação da Prefeitura e fomos informados de que durante os cinco meses da atual gestão, nenhuma reivindicação para a área foi protocolada, sendo assim, a Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito) desconhece o problema.

Jornal Midiamax