Cotidiano

Com consenso entre entidades e prefeito, ‘Parada LGBT’ volta à Câmara

Projeto de lei institui Parada LGBT no calendário de eventos da cidade

Wendy Tonhati Publicado em 01/09/2017, às 14h18

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Projeto de lei institui Parada LGBT no calendário de eventos da cidade

Depois da polêmica entre os vereadores na aprovação do projeto de lei que institui no calendário de eventos da cidade a ‘Parada da Cidadania LGBT e Show da Diversidade’, o projeto foi vetado pelo prefeito Marcos Trad (PSD), nesta sexta-feira (1°). Mas, a ação não causou mal-estar com o movimento LGBT, já que o projeto inicial previa que a Prefeitura organizasse o evento. Município e o movimento LGBT concordaram com a volta do projeto à Casa de Leis para que a organização passe a ser dos movimentos LGBT’s.

Antes de esclarecer a situação, chegou-se a especular que o prefeito tivesse tido desentendimento com vereadores sobre o veto ao projeto. Nesta manhã, em agenda pública, ele revelou que foi à Câmara para explicar aos vereadores o porquê do veto. Nesta sexta-feira, ele se reuniu também com representantes do segmento.

Segundo Trad, o projeto vetado onera o município, já que coloca a Prefeitura como responsável por coordenar e organizar o evento, que deveria acontecer sempre no 3º sábado de setembro. Ele afirmou que não vai aprovar projetos nesse sentido de nenhum segmento. “Não é justo, além do mais (o país) está em crise (econômica)”. O prefeito citou como exemplo que vetou a Semana do Autista, também acarretava gastos para Prefeitura.

Segundo ele, o Projeto da Macha para Jesus, aprovado em 2003 por Puccinelli, e que entrou no calendário oficial todo dia 26 de agosto, tem a organização sob responsabilidade dos evangélicos.

Com consenso entre entidades e prefeito, ‘Parada LGBT’ volta à Câmara

O presidente do Fórum Estadual LGBT, Diego Apolo, ratificou as informações do prefeito. “O projeto inicial foi da Cris Stefany e colocava a ATMS (Associação das Travestis e Transexuais de Mato Grosso do Sul) como responsável pela organização. Mudaram isso na Câmara, e ele [o prefeito] não podia vetar só parte do projeto”.

Segundo Apolo, as associações que defendem os direitos LGBT concordaram com o veto, por entender que a organização deve ficar com os movimentos e a Prefeitura de Campo Grande entrar com apoio durantes a realização. “Para nós do movimento, não é interessante que a responsabilidade da organização fique com a Prefeitura, pois isso, podemos fazer com as nossas entidades. A Prefeitura fez o compromisso de entrar com apoio”, diz.

Conforme o representante, a previsão é de que a Parada LGBT deste ano seja realizada no dia 24 de novembro, sendo organizada pela ATMS, sem a ajuda da Prefeitura e com recursos destinados pelo governo do Estado. “A Prefeitura alega que não tem recursos este ano para nos ajudar com alguns insumos como som, iluminação e uma ou duas bandas, como era antes. Ofereceram apenas apoio institucional. Segundo ele [o prefeito], não teve apoio da Prefeitura a nenhum evento desta natureza”.

Jornal Midiamax