Cotidiano

Com caixão e cortejo funcionários da Energisa ‘enterram empresa’

Mais de 500 trabalhadores foram demitidos

Midiamax Publicado em 27/01/2017, às 12h45

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Mais de 500 trabalhadores foram demitidos

Caixão, cortejo e um enterro simbólico marcaram o protesto realizado na manhã desta sexta-feira (27), por funcionários da Energisa, empresa responsável pela distribuição de energia elétrica em 74 municípios de Mato Grosso do Sul, incluindo Campo Grande. Os trabalhadores reclamam de demissão em massa e reivindicam melhores condições de trabalho.

​Conforme a presidente do Sinergia-MS (Sindicato dos Trabalhadores na Indústria e Comércio de Energia no Estado de Mato Grosso do Sul) Elizete Figueira de Almeida, desde a transição de Enersul para Energisa, em 2014, aproximadamente 500 funcionários foram demitidos.

“Somos contra o modelo Energisa de ser. Desde que o grupo assumiu, em abril de 2014, já foram demitidas cerca de 500 pessoas. É uma média de quatro a cinco funcionários demitidos por semana. As condições de trabalho mudaram, já não tem ginástica laboral para o trabalhador", frisa. 

Além das demissões, os trabalhadores alegam que estão perdendo direitos trabalhistas. “O que está no acordo coletivo não tem como fugir é mantido, mas o que não está não há avanço nos direitos. Não tem  diálogo com empresa. É muito difícil porque as reivindicações são feitas, mas não são atendidas”, lamenta.

Elizete afirma que a empresa está retirando setores de Mato Grosso do Sul e transferindo para Minas Gerais. Segundo ela, as mudanças prejudicam os trabalhadores a população que depende de determinados serviços.

"Serviços essenciais estão sendo retirados do Estado. Essas alterações vão provocar mais demissões.  Tiraram funcionários que trabalhavam depois das 18 horas para não pagarem horas extras. Isso prejudica a população, por exemplo,  acabaram com a religação de urgência. Agora se um consumidor precisar do serviço tem de esperar até o dia seguinte", explica. 

Com caixão e cortejo funcionários da Energisa 'enterram empresa'Outra reclamação é em relação a rotatividade de eletricistas. "Eles precisam de dois a três anos de experiência nessa função, mas eles trocam por pessoas menos experientes para pagarem menos. Quem fica prejudicado é a população", frisa. 

A assessoria de comunicação da Energisa afirma que não houve demissão em massa e garante ter ampliado a força de trabalho própria, contratando e internalizando cerca de 700 novos colaboradores.

Em nota, a assessoria de comunicação da empresa diz ainda que a Eenrgisa realizou 90 promoções internas, na sua gestão.

Matéria editada às 9h58 para acréscimo de informações.

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