As situações foram verificadas em dois postos da Capital

A rede pública de saúde em volta a enfrentar dias de caos. Para se ter ideia da situação, pacientes estão em macas sem lençóis e as fichas de cadastros voltaram a ser manuais por falta de folha sulfite. Desde o mês passado o Jornal Midiamax denuncia a ausência de medicamentos nos postos.

Nas Unidades de Pronto Atendimento do Jardim Leblon e Universitário (UPA's), pacientes são obrigados a ficar em macas com colchões sem lençóis. No máximo, um álcool é utilizado para esterilizar o objeto comum entre os doentes. Durante a visita feita pela reportagem, pacientes saiam sem remédios fundamentais, como um dipirona.

“Dos 4 remédios que o médico passou, só me entregaram um, o Ibuprofeno. O resto não tem”, relatou o marceneiro Eurico Pires, 47 anos, que levou o filho de dois anos na unidade do bairro Leblon nesta segunda-feira, 20. Ele contou que o estoque da farmácia estava sem paracetamol, soro nasal e o antibiótico Dexclorfeniramina – medicamentos que juntos podem custar até R$ 30.

Uma mãe que preferiu não ser identificada, relatou que na tarde de ontem, 19, as seis macas da sala de repouso estavam sem lençóis e a recomendação era para que os pacientes levassem de casa. “Peguei uma roupa e forrei a cama pra ela tomar soro. O cheiro de urina estava forte. Mas teve gente que teve que deitar, não tinha jeito”, descreveu.

A falta de insumos é nos postos da cidade é acompanhada desde o início do ano. À época, foi constatada a ausência de 320 itens. A promessa é de que o caso seja solucionado até a primeira quinzena de março, enquanto isso, pacientes ‘se viram'.
 
 Arcaico

O preenchimento da ficha de atendimento, feitas na recepção das unidades, voltaram a ser escritas à mão. A Unidade do bairro Leblon, por exemplo, rebebeu blocos de papéis para os cadastros sejam feitos manualmente. Normalmente, os pacientes são inseridos no sistema de regulamentação de vagas.  

O registro eletrotônico, de acordo com orientação do Ministério da Saúde, o sistema objetiva a melhora na qualidade da informação em Saúde e o seu uso pelos gestores, profissionais de Saúde e cidadãos.

A reportagem procurou a Secretaria Municipal de Sáude para esclarecimento, mas até o fechamento desta edição não houve resposta.