Cotidiano

Caminhada abre mês de prevenção ao câncer de mama em MS

Foram estimados 820 casos em MS em 2016

Evelin Cáceres Publicado em 01/10/2017, às 16h49

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Foram estimados 820 casos em MS em 2016

Foi realizada na manhã deste domingo (1º) uma caminhada promovida pela Rede Feminina de Combate ao Câncer de Campo Grande em parceria com a Comissão da Mulher Advogada da OAB/MS no Parque das Nações Indígenas abrindo a programação do Outubro Rosa, mês de conscientização e combate do câncer de mama, em Campo Grande.

A partir desta segunda-feira, diversas ações do Outubro Rosa serão realizadas em Campo Grande com objetivo de conscientizar as mulheres sobre a prevenção e o combate ao câncer. 

O secretário de Saúde da Capital, Marcelo Luiz Brandão Vilela, reforçou, durante solenidade de abertura da programação em alusão ao Outubro Rosa, a importância das políticas públicas no sentido de alertar sobre os riscos e a necessidade de diagnóstico precoce deste tipo de câncer, que é o segundo mais recorrente no mundo, perdendo apenas para o de pele.

“Nós precisamos trabalhar a promoção da saúde e as ações de prevenção, justamente para evitar as causas futuras. Portanto é preciso conscientizar as mulheres de que é preciso ficar em alerta, porque quanto mais cedo for feito o diagnóstico, maior a probabilidade de cura”, disse.

Números

Dados da Coordenadoria de Estatísticas Vitais (Cevital), órgão ligado a Superintendência de Vigilância em Saúde da Sesau, apontam que cerca de 40% das mortes provocadas por câncer de mama registradas em 2016 em Campo Grande ocorreram em mulheres com mais de 65 anos, o que chama atenção das autoridades em saúde e reacende o alerta para a necessidade de prevenção, principalmente voltada a este público.

Somente no primeiro semestre deste ano (2017), foram registrados 37 óbitos por câncer de mama e 19 do colo do útero, totalizando 56 casos. Durante todo o ano anterior (2016), 111 mulheres faleceram, sendo 86 por câncer de mama e 25 por colo de útero.

A maior incidência de óbitos por câncer de mama está na faixa etária de mulheres com mais de 65 anos (31 casos), o que representa cerca de 40% do total de mortes, seguido de 45 a 55 anos (22 casos); 55 a 64 (19 casos); 25 a 44 (10 casos); 25 a 34 (4 casos), totalizando 86 mortes.

Já por câncer de colo de útero a incidência é entre as mulheres de 45 e 55 anos (8), acompanhada por 35 a 44 anos (7), considerando os dados de 2016.

Importância do diagnóstico

O diagnóstico precoce é fundamental para o sucesso do tratamento, pois 95% dos casos têm cura, e é a principal medida para a redução da mortalidade. Ainda segundo o Inca, em Campo Grande, no ano passado, das mulheres que realizaram mamografia de rastreamento, 16% foram diagnosticadas com câncer de mama, com ocorrência de 53 óbitos pela doença.

Serviço

As 67 Unidades Básicas de Saúde (UBS) e Unidades Básicas de Saúde da Família (UBSF) do Município oferecem serviços de prevenção e promoção à saúde integral da mulher, com agendamento de consultas médicas e de enfermagem, coleta de exame preventivo do câncer de colo de útero, exame clínico de mamas e solicitação de mamografia para mulheres acima de 40 anos, além de encaminhamentos aos serviços de referência para confirmação do diagnóstico e tratamento.

Durante este período, estas unidades realizam diversas atividades, sensibilizando a comunidade em relação aos cuidados e a prevenção do câncer de mama. Estas atividades incluem, rodas de conversa, realização de exames em horários alternativos, atividade física direcionada e momentos de descontração com ênfase no cuidado e no autoexame.

A solenidade contou com a participação do presidente da OAB-MS, Elias Mansour Karmouche, da subsecretária de Políticas Públicas para as Mulheres do Estado, Luciana Azambuja, da subsecretário de Políticas Públicas para as Mulheres de Campo Grande, Carla Stephanini a coordenadora da Rede de Feminina de Combate ao Câncer e do diretor do Hospital de Câncer Alfredo Abrão, Cláudio Machado.

Jornal Midiamax