Cotidiano

Atraso de 8 meses na entrega de casas deixa 353 famílias sem moradia

Contemplados prometem invadir as casas e denunciar a ONG CRF.

Midiamax Publicado em 09/05/2017, às 17h07

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Contemplados prometem invadir as casas e denunciar a ONG CRF.

Um conjunto habitacional financiado pela Caixa Economia Federal com recursos do programa “Minha Casa Minha Vida” que deveria estar pronto conforme contrato desde o dia dois de setembro do ano passado está deixando 353 famílias sem terem onde morar em Dourados.

         O conjunto Campina Verde é formado por dois módulos e está sendo construído pela organização não governamental “CRF – Comunidade Organizada em Defesa da Moradia nas Ocupações irregulares- Famílias Sem Moradias no Mato Grosso do Sul” em parceria com a Prefeitura de Dourados e o Governo do Estado.

         As 353 famílias já assinaram os contratos das casas na Caixa Econômica e ainda não puderem ocupar os imóveis porque ainda está faltando fazer no bairro a pavimentação asfáltica, a rede de energia elétrica e iluminação pública, ligações de água e ainda a conclusão de centenas de casas.

         O presidente da CRF, Valdo Pereira de Souza disse ao Midiamax que as obras não foram paralisadas e que o atraso deve-se a falta de repasse de recursos. A contrapartida do Governo do Estado na construção das casas foi a pavimentação asfáltica da rua que o conjunto à BR 463 enquanto que as 353 famílias contempladas fazem parte do cadastro da Agência de Habitação da Prefeitura.

         Estão sendo investidos R$ 20.332.649,42 na construção do conjunto habitacional sendo que no Modulo I que tem duzentas casas o valor utilizado é de R$ 11.610.756,42 enquanto que no Módulo II com 153 unidades o recurso usado é de R$ 8.721.893,00.  Pelo contrato a CRF teria um prazo de dois anos para concluir a construção conjunto habitacional que expirou no dia dois de setembro do ano passado.

         Um grupo de representantes das famílias contempladas com as casas está discutindo a possibilidade de ocupação do conjunto habitacional e até mesmo denunciar a ONG CRF no Ministério Público pelo atraso na entregada obra.

Jornal Midiamax