Cotidiano

Após séries de ‘Greve Geral’, protesto perde força em Campo Grande

Organização espera 5 mil pessoas

Midiamax Publicado em 30/06/2017, às 12h50

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Organização espera 5 mil pessoas

 A ‘Greve Geral’ marcada para hoje (30) em todo o país começou com pouca adesão em Campo Grande. Nesta manhã menos de 1 mil pessoas se concentravam na Praça Ary Coelho, alguns manifestantes carregavam bandeiras de centrais sindicais e outros olhavam e dispersavam. Em maço e abril o mesmo ato reuniu mais de 100 mil pessoas. 

A manifestação estava prevista para às 9 horas, mas diferente da edição de abril que chegou a levar 60 mil às ruas da Capital em abril– de acordo com os organizadores – desta vez perdeu seu apoio maciço e a estima é reunir 5 mil. Nesta sexta-feira o transporte público não foi afetado como nos outros movimentos, os bancos abrem normalmente às 11 horas e poucas escolas aderiram à paralisação. O comércio também funciona sem impedimentos.   

A postura tem a ver com o avanço da reforma trabalhista em Brasília mesmo depois do apelo da população. “Infelizmente o termo greve geral está desgastado e banalizado. As pessoas não acreditam mais”, opinou o contador Bruno Admiral, 24 anos. 

O ato mostrou seu baixo impacto, e nas ruas pouco se falava sobre a ‘Greve Geral’. “Nem sabia que ia ter, mas acho que é válida. Queria que meu patrão liberasse também”, comentou uma vendedora, na porta da loja que trabalha. Mas teve também quem lamentasse a escassa participação a poucos dias da votação final da proposta de Reforma Trabalhista. “Acordei achando que teria um grande movimento, mas hoje está fraco”, avaliou a diarista Edna Gusmão, 45 anos. 

Os manifestantes vão percorrer a Rua 14 de Julho até a Antônio Maria Coelho, e depois vão seguir pela Rua 13 de Maio e Barão do Rio Branco até alcançar a Praça do Rádio, onde ocorre um ato. 

 Avanço da Reforma 

Os senadores da Comissão de Constituição e Justiça avançaram com a proposta que pode mudar as leis trabalhistas em vigência no Brasil. O texto aprovado muda algumas regras em vigor hoje. Entre elas, a permissão de se respeitar acordos coletivos entre patrões e empregados. O que for acordado vai prevalecer sobre a legislação trabalhista.

O texto aprovado na Comissão agora terá que ser votado no plenário, o que pode acontecer já na semana que vem. 

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