Cotidiano

Após denúncias, laboratório vai funcionar em novo endereço a partir de agosto

Até agosto os exames continuam reduzidos

Midiamax Publicado em 10/05/2017, às 13h03

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Até agosto os exames continuam reduzidos

Devido as condições insalubres de suas instalações, o prédio onde funciona o Labcen (Laboratório Municipal), na Avenida Calógeras, será desativado e transferido para Policlínica Odontológica da Vila Cruzeiro em agosto, conforme prazo estabelecido pelo MPE-MS (Ministério Público Estadual). 

Em dezembro do ano passado, Vistoria do Conselho Regional de Farmácia (CRF) relatou uma série de inconsistência no funcionamento do órgão, como a falta de materiais, deficiência estrutural e descaso – que resultou em pelo menos seis mil tubos de sangue jogados no lixo e 250 mil exames a menos por mês.  

Segundo a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), responsável pelo laboratório, o prazo para a transferência começou a correr em fevereiro, mas ganhou mais 30 dias para que o Conselho Municipal de Saúde aprovasse a transferência. A pasta explicou ainda que a nova instalação passa apenas por reestruturação. 

A deficiência estrutural endereço reduziu em mais de 80% os procedimentos que eram feitos. Enquanto a situação não é resolvida, 220 mil exames deixam de ser feitos pela saúde gerenciada pela Capital. Quando operava normalmente, eram elaborados 270 mil procedimentos por mês – sangue, urina, glicose, entre outros -, a quantidade mensal caiu para 50 mil, e compreende apenas casos de urgência e emergência.

Também foi constatado o descarte de 6 mil tubos de materiais coletados para exames hormonais, ou seja: não haverá diagnóstico algum para os pacientes submetidos a estes testes. 

Pacientes sem diagnóstico 

 Os pacientes do Sistema Único de Saúde em Campo Grande enfrentaram dificuldades para conseguir o diagnóstico para receber o tratamento adequado, isso porque, o laboratório ficou por quase um ano sem fazer exames de imunologia e bioquímica. Ainda mais grave, os exames de rotina como o de sangue, eram feitos em pequenas demandas e estima-se que mais de 600 mil testes ficaram sem resposta somente entre janeiro e março deste ano. 

De acordo com a Sesau, a situação começou a ser revolvida com a compra de materiais para a realização dos procedimentos. Em nota, o órgão municipal afirmou que recentemente foram adquiridos reagentes para a realização de exames de imunologia e bioquímica, e que os exames de urgência continuam desfalcados, mas em processo de “reativação”. 

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