Cotidiano

VÍDEO: policiais civis cobram governo e paralisam serviços por 24 horas

Paralisação ocorrerá na quinta-feira

Renata Portela Publicado em 04/05/2016, às 13h55

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Paralisação ocorrerá na quinta-feira

Às 8 horas de quinta-feira (5), policiais civis de Mato Grosso do Sul paralisarão as atividades por um dia, como forma de protesto ao que seriam “promessas não cumpridas” pelo governador Reinaldo Azambuja (PSDB). Após a paralisação, ainda pode haver greve por parte da categoria.

Um dia antes da paralisação, o Sinpol-MS (Sindicato dos Policiais Civis de MS) iniciou divulgação de um vídeo, que será veiculado em canais televisivos abertos, para falar sobre o ato. Conforme o presidente do sindicato, Giancarlo Miranda, a paralisação total dos policiais ocorrerá por 24 horas e, durante esse período, apenas ocorrências emergenciais serão atendidas.

Além disso, apenas o efetivo mínimo, 30%, atuará nas delegacias do Estado, totalizando aproximadamente 2 mil policiais com atividades paralisadas. Durante a ação, os civis devem se reunir na frente da Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Centro.

Reajuste salarial

A categoria rejeitou a proposta de abono linear de R$ 200 além do índice de 6% ainda em 2016. A proposta do Governo do Estado também teria sido feita dentro de um plano de reestruturação de carreira.

A decisão foi tomada durante Assembleia Geral Permanente realizada no dia 30 de abril e, no dia 2 de maio, segunda-feira, o ofício nº 91/2016, que notifica o governo do estado sobre a paralisação de 24 horas do dia 05 de maio em todas as unidades policiais do Estado foi protocolado.

A categoria reivindica reposição de acordo com a inflação, mais o ganho real além da reposição escalonada de forma equilibrada. Além disso, os policiais também pedem investimentos no setor. A principal reclamação é pelo fato de atuarem diariamente como carcereiros, função que não compete aos policiais civis.

“Por pouca diferença de votos não foi deflagrada a greve, mas temos certeza que se o governo estadual não apresentar uma proposta plausível, a greve por tempo indeterminado será inevitável”, alertou Giancarlo. No dia 1º de abril os policiais cruzaram os braços por 12 horas em uma adesão de 70% da base.

Confira o vídeo:

Jornal Midiamax