Cotidiano

VÍDEO: moradores reclamam de descaso com ‘cruzamento da morte’ na Guaicurus

Avenida Guaicurus é palco de frequentes acidentes 

Clayton Neves Publicado em 10/11/2016, às 19h52

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Avenida Guaicurus é palco de frequentes acidentes 

‘Cruzamento da morte’. É assim que moradores da Vila Julieta têm chamado a confluência entre a Avenida Guaicurus e a Rua Mariazinha Maravieski, em Campo Grande. Cansados dos constantes acidentes de trânsito registrados na região, vizinhos se uniram para protestar. De acordo com eles, mais uma tentativa de chamar a atenção do Poder Público para uma situação que eles afirmam estar “insustentável e perigosa”.

Nesta quinta-feira (10), o chão da Avenida Guaicurus amanheceu com inscrições como ‘socorro’, ‘não aguentamos mais’ e “semáforo já’. Cruzes afixadas no canteiro denunciavam o problema na Avenida conhecida pelo elevado número de registro de acidentes. No chão, junto as cruzes, ainda era possível encontrar destroços do acidente que nesta quarta-feira (9), matou uma idosa de 73 anos e deixou cinco vítimas feridas.

O empresário Samir Lopes, de 34 anos, está na região a apenas 6 meses, tempo suficiente para presenciar inúmeros acidentes. “Já perdi a conta de quantas vezes vi acidentes graves, batidas e até mortes por aqui. Já pedimos redutores de velocidade e nada de nos atenderem, agora, vamos apelar para ver se fazem alguma coisa”, afirma.

Outro problema pontuado por quem passa pelo local, é a existência de dois postes que segundo motoristas, atrapalha a visão de quem sai da Rua Mariazinha para entrar na Avenida Guaicurus.

“Isso aqui foi mal planejado, o poste fica bem na esquina e quem quer entrar na Guaicurus não vê os carros que estão vindo, por causa disso os motoristas precisam avançar um pouco para frente pra poder enxergar a via, e é aí que está o problema, já vi muitas batidas acontecerem por causa disso”, explica o empresário Daniel Gomes Prado, de 42 anos.

Há 9 anos no local, Daniel lembra que já protocolou mais de dez documentos na Agentran (Agência Municipal de Transporte e Transito), entre reclamações e solicitações de redutores de velocidade, porém nenhum foi atendido. De acordo com ele, no início do ano, moradores se propuseram a custear a instalação de um quebra-molas na Guaicurus, porém, tiveram solicitação negada pela Agetran.

“Em uma ocasião nos reunimos com o diretor da Agetran e ele disse que um quebra-molas custava R$ 9 mil e que não havia dinheiro para instalar. Então, os moradores se reuniram e disseram que pagariam o valor, mas ele não liberou autorização para que colocássemos”, explica.

E não é somente no cruzamento com a Rua Mariazinha que tem motivado reclamação entre os moradores da região. Falta de redutores de velocidade aliada a imprudência têm feito vítimas de acidentes em toda extensão da Avenida Guaicurus.

“Eu passo por aqui todo dia para levar minhas crianças na escola e já vi muitos acidentes, principalmente depois das 17 horas. O pessoal não respeita, aproveita que não tem lombada ou quebra-molas e passa em alta velocidade mesmo”, relata a autônoma Keila Pires, de 39 anos.

O presidente do Jardim Moema, Mário Rodrigues da Silva, contou que os moradores pretendem se mobilizar e em manifesto, fechar a Avenida nesta sexta-feira (11). “Estamos cansados de pedir, agora vamos agir para a Prefeitura ver e entender que a situação está insuportável. quantas pessoas mais terão que morrer para fazerem alguma coisa aqui?”, indaga o presidente.

Entramos em contato com a Agetran para saber quais medidas podem ser tomadas para amenizar a situação na Avenida Guaicurus, mas até o fechamento desta matéria não tivemos retorno.

Confira a entrevista na íntegra.

Jornal Midiamax