Cotidiano

Tribunal de Contas de MS é alvo de manifesto contra corrupção na Capital

Tribunal é investigado pelo MPE por excesso de comissionados

Evelin Cáceres Publicado em 14/03/2016, às 11h38

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Tribunal é investigado pelo MPE por excesso de comissionados

O TCE-MS (Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul) também foi alvo das manifestações dos campo-grandenses neste domingo (13), quando a população foi às ruas para pedir o fim da corrupção e o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT).

Com cartazes, os manifestantes pediam para que o presidente do órgão e ex-deputado tucano conselheiro Waldir Neves Barbosa, os adotasse: “não quero mais estudar para concurso” e “nosso Estado não merece um Tribunal de faz de contas”, diziam as outras imagens.

O Tribunal de Contas e a gestão de Waldir Neves são alvos de várias investigações do MPE (Ministério Público do Estado), entre elas a contratação de filhos de políticos, excesso de servidores comissionados, contratações de funcionários terceirizados e desvio de função por servidores comissionados e efetivos.

Consta no Diário do MPE-MS desta segunda-feira (14), já publicada no site da instituição, o inquérito civil nº 06.2016.00000383-7, irá averiguar o excesso de servidores comissionados no Tribunal de Contas.

Já o inquérito nº 06.2016.00000384-8 vai apurar “eventuais contratações de funcionários terceirizados a desempenhar atividade-fim em detrimento de nomeação de servidores efetivos (concursados)”.

O terceiro inquérito é o de nº 06.2016.00000393-7 e investigará eventual ocorrência de desvio de função por servidores comissionados e efetivos. O promotor Fernando Martins Zaupa é o responsável pelos inquéritos.

No ano passado, segundo levantamento feito pelo Jornal Midimax, mais de 17 nomeações no órgão foram feitas em três meses e 11 com indícios de indicações políticas. 

Jornal Midiamax