Cotidiano

Trabalho escravo: doente, homem era forçado a viver em condições sub-humanas

Tinha medo de ser morto pelo empregador

Tatiana Marin Publicado em 26/10/2016, às 22h20

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Tinha medo de ser morto pelo empregador

Um caso de trabalho escravo foi flagrado em uma propriedade rural de Vicentina, distante 251 quilômetros de Campo Grande. O trabalhador, um homem de 54 anos, vivia em condições sub-humanas. Ele estava doente quando foi encontrado e, conforme foi apurado pelo MPT (Ministério Público do Trabalho), era forçado a permanecer no local, por medo de ser morto pelo empregador.

O homem trabalhava na atividade de corte de eucalipto e vivia em condições sub-humanas, bebendo água de represa, tomando banho em córrego e dormindo sobre madeiras cobertas por lona.

O resgate foi feito pela DOF (Departamento de Operações de Fronteira), que foi acionada pelo procurador do Trabalho em Dourados, Jeferson Pereira, após receber denúncia.

O Ministério Público do Trabalho então firmou Termo de Ajustamento de Conduta com os infratores, sendo anotado na Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) o tempo em que o obreiro ficou à disposição do empregador – cerca de três meses –. O valor de R$ 5.467,18 foi pago a título de verbas rescisórias e de indenização por danos morais.
Jornal Midiamax