Cotidiano

Trabalhadores pedem ajuda e Câmara faz audiência sobre mudanças em programa habitacional

Esta impõe venda de casa por programa só onde tem asfalto

Midiamax Publicado em 25/10/2016, às 16h24

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Foto: Mariana Anjos/Midiamax

Esta impõe venda de casa por programa só onde tem asfalto

A Câmara Municipal de Vereadores, decidiu nesta manhã de terça-feira (25), que irão realizar uma audiência pública na sexta-feira, dia 4, às 8h, para debater sobre a portaria 160, que estabelece, entre outras medidas, que as casas a serem enquadradas no programa Minha Casa Minha Vida sejam em ruas que tenha pavimentação asfáltica. O pedido foi feito pelo vereador Herculano Borges (SD) que foi quem levou o tema para a casa.

Cerca de 300 trabalhadores da construção civil estiveram na casa de leis nesta manhã para pedir apoio dos vereadores nesta questão. Quem usou a tribuna para expressar a indignação com esta alteração foi o construtor Adão José Moraes Castilho. Ele que também é tecnólogo da Construção Civil disse que é um absurdo esta mudança.

“Isso vai inviabilizar muito o nosso trabalho. Tem muitas casas que já estão em construção ou que já foram terminadas em vias sem asfalto e que já foi dado início no processo de aprovação pelo programa. O mínimo que se espera para uma resposta é cerca de 90 dias, então não dará tempo, já que a data para início da nova regra é 1º de janeiro. Não é justo com a gente esta alteração nos requisitos. Estamos em uma situação muito crítica”, disse Adão.

Ainda segundo ele, o setor, em Campo Grande, proporciona em torno de 14,400 empregos diretos e eles constroem cerca de 2,500 casas por ano. “Nós temos uma movimentação grande de trabalhadores que dependem de todo este trabalho e precisamos que os políticos nos ajudem, pois só eles podem fazer algo para derrubar ou ao menos mudar estas novas regras. A audiência vai ser ótima pra debatermos o assunto e conscientizar a todos da nossa preocupação”.

Celso Barros, que é corretor e correspondente bancário participou da sessão desta terça e disse que para ele isso, quando entrar em vigor vai prejudicá-lo profundamente. “Eu sou corretor há uns 9 anos e a maioria das casas que eu vendo são em ruas sem asfalto, até por conta do preço mais baixo do que as que já tem asfalto. Se acabarmos com isso vai afetar não só a nossa classe mas toda a sociedade que depende desse programa para ter sua casa própria. Esperamos que algo seja feito, antes de entrar em vigor”.

O presidente da câmara, vereador João Rocha (PSDB), disse logo em seguida que esta portaria esta tirando a possibilidade de emprego e renda do setor e é um retrocesso. “É um absurdo esta portaria. Um total retrocesso. Se isso ocorrer de fato, estará tolhendo o desenvolvimento da cidade no setor da construção civil, atrapalhando a geração de emprego e renda. Vamos convidar a bancada federal e os deputados estaduais para esta audiência e peço que todos que atuam no setor venham para pedirmos que algo seja feito”.

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