Cotidiano

Suspeito do ‘golpe da piscina’ terá 30 dias para entregar documentos que provem inocência

Ele teria recebido dinheiro e não terminado obras

Midiamax Publicado em 01/08/2016, às 20h32

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Ele teria recebido dinheiro e não terminado obras

O proprietário da empresa CasaSanta, Elieser de Eliseu Simões, suspeito de receber dinheiro para fazer piscinas e não terminar a obra, foi ouvido nesta segunda-feira (1°) na 1ª DP (Delegacia de Polícia) de Campo Grande. Ele terá 30 dias, segundo delegada responsável pelo caso, Daniela Kades, para levantar documentos de todos os clientes que entraram com ação contra ele e provar inocência. 

Eliezer foi ouvido por volta das 15h. "Nós pedimos pra que ele levantasse em fotos e documentos cada caso, cliente por cliente, como um dossiê. Vamos analisar, terminar de ouvir as vítimas e ver se é o caso dele ser indiciado por estelionato". De acordo com a delegada, são cerca de 10 pessoas que entraram com ação contra ele.

Elieser comentou que em outubro do ano passado foi preso por um "erro'. Segundo ele, a justiça não o encontrou em casa para depor sobre caso de venda ilegal de DVDs 'piratas'. Ela disse que a prisão prejudicou as vendas e atrasou algumas construções.

Outras, segundo ele, o problema foi falta de pagamento. “Tem muita gente que reclama, mas na verdade não pagou. São muitos cheques que voltaram. Temos cópia de todos. Fui tratado como bandido, não sendo. Não vou fechar minha firma, Nós vamos continuar com a empresa aberta”, afirma Elieser a equipe de reportagem do Jornal Midiamax.

O proprietário da CasaSanta Reformas ainda disse a delegada em depoimento que já concluiu mais de 70 piscinas na Capital. “Eu pedi que ele trouxesse o nome e endereços de algumas dessas pessoas para que possamos ver como ficaram”, explica Kades.

Sobre as fotos do Facebook da empresa, já deletado, Elieser confirmou que algumas não eram dele. “Nós pegamos para dar ideias aos clientes, com intuito de ajudar”, diz.

Elieser ainda usava uma conta corrente da mãe, dona de um buffet na Capital, para movimentar o dinheiro da empresa. “Ele nos disse que ela não sabia, que como ele tinha nome sujo, ele usava a conta da mãe para parcelar pagamentos de produtos comprados e receber dinheiro dos clientes”, explica.

Alguns clientes ainda comentaram que Elieser não teria formação na área, mas ele argumentou a delegada que fez cursos de mestre de obras, fundações, piscinas, além de Teologia, Português, Matemática e Radiologia.

Jornal Midiamax