Cotidiano

Sindicatos recusam proposta da Santa Casa e mantêm paralisação em hospital

Operação tartaruga começa nesta terça-feira

Midiamax Publicado em 26/09/2016, às 15h26

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Operação tartaruga começa nesta terça-feira

Os presidentes do Siems (Sindicato dos Trabalhadores na Área de Enfermagem de Mato Grosso do Sul), Lázaro Santana e do Sintesaúde (Sindicato Intermunicipal dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Serviço de Saúde de MS), Osmar Gussi recusaram a proposta enviada pela direção do hospital e anunciaram na manhã desta segunda-feira (26), que vão manter as paralisações.

o movimento chamado de operação tartaruga terá início nesta terça-feira (27). Segundo o presidente do Siems, os profissionais de enfermagem manterão o esquema anunciado na semana passada.

Lázaro explica que as paralisações ocorrerão das 7 às 10 horas, à tarde das 12h30 às 15h30 e à noite 18 às 21 horas. Nesses horários apenas 30% devem trabalhar. "Vamos manter a paralisação porque a categoria recusou por unanimidade a proposta enviada pela direção da Santa Casa", explica. 

Segundo o presidente do Siems, os trabalhadores pedem 11,30% e a oferta foi de 9,83% concedidos a partir de janeiro de 2017, porém, o reajuste não é retroativo à data base da categoria e o acordo é condicionado à possibilidade de contratualização do hospital e município. Sindicatos recusam proposta da Santa Casa e mantêm paralisação em hospital

"Da forma como eles propuseram se o município não firmar acordo com hospital a categoria fica sem reajuste. Além disso, o valor não é retroativo", explica.

A mesma proposta também foi recusado por funcionários do administrativo. Nesta manhã eles participaram de assembleia com o presidente do Sintesaúde e votaram por uma paralisação parcial de um dia, apenas para pressionar a direção do hospital.

"Faremos paralisação de no máximo três horas pela morosidade patronal nas negociações do acordo coletivo de trabalho. Pela manhã vamos reduzir o atendimento das 6h30 ás 9h30, à tarde das 12h30 às 15 horas e à noite das 18 às 20 horas", explica.

A assessoria de comunicação da Santa Casa diz que o hospital não tem condições de atender às reivindicações sem que o contrato com o município seja firmado e alega não ter sido informado sobre a decisão de ambos os sindicatos.

Jornal Midiamax