Cotidiano

Sem acordo com governo, policiais podem iniciar greve na próxima semana

Decisão será tomada em assembleia

Renata Portela Publicado em 06/05/2016, às 11h25

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Decisão será tomada em assembleia

Terminou na manhã desta sexta-feira (6), às 8 horas, a paralisação das atividades dos policiais civis de Mato Grosso do Sul. A ação durou 24 horas e, nesse período, apenas casos de emergência foram atendidos pelos oficiais.

De acordo com o diretor jurídico do Sinpol-MS (Sindicato dos Policiais Civis de MS), Max Dourado, 100% dos policiais aderiram à paralisação e hoje a diretoria do sindicato deve se reunir para fazer uma avaliação do ato. Segundo Max, na quinta-feira o governo assinou uma negociação, que nem chegou a ser considerada pelos policiais, pois segundo eles não houve qualquer avanço.

No sábado (7), policiais devem se reunir em assembleia no sindicato às 10 horas. Conforme Dourado, será apresentada a situação para a categoria e também será tomada decisão sobre greve. De acordo com os oficiais, há grandes chances que a paralisação total tenha início no dia 11 deste mês.

Reajuste salarial

A categoria rejeitou a proposta de abono linear de R$ 200 além do índice de 6% ainda em 2016. A proposta do Governo do Estado também teria sido feita dentro de um plano de reestruturação de carreira.

A decisão foi tomada durante Assembleia Geral Permanente realizada no dia 30 de abril e, no dia 2 de maio, segunda-feira, o ofício nº 91/2016, que notifica o governo do estado sobre a paralisação de 24 horas do dia 05 de maio em todas as unidades policiais do Estado foi protocolado.

A categoria reivindica reposição de acordo com a inflação, mais o ganho real além da reposição escalonada de forma equilibrada. Além disso, os policiais também pedem investimentos no setor. A principal reclamação é pelo fato de atuarem diariamente como carcereiros, função que não compete aos policiais civis.

“Por pouca diferença de votos não foi deflagrada a greve, mas temos certeza que se o governo estadual não apresentar uma proposta plausível, a greve por tempo indeterminado será inevitável”, alertou o presidente do sindicato.

Jornal Midiamax