Cotidiano

Protesto por salário atrasado em obras de casas também fechou BR-262

Horas antes, terceirizados também protestaram no Bom Retiro

Midiamax Publicado em 17/10/2016, às 21h24

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Horas antes, terceirizados também protestaram no Bom Retiro

Um trecho da BR-262, que fica no Bairro Dom Antonio Barbosa, em Campo Grande ficou 50 minutos fechada, durante protesto de 80 trabalhadores contratados pela ONG Morhar, que atua no 'mutirão assistido' da Prefeitura Municipal de Campo Grande, que contrói casas em quatro regiões da cidade. Horas ates, trabalhadores também fecharam uma rua no Bom Retiro, localizado na Vila Nasser em Campo Grande. O motivo: falta de pagamento há 60 dias.

Conforme o inspetor Lageano, da PRF, eles fecharam a rodovia com pneus, sofás velho e galhos, mas em contato com um funcionário da ONG, conseguiram entrar em acordo com os trabalhadores, para que encerrassem o manifesto.

Ainda de acordo com o inspetor, um funcionário da empresa deu a previsão de pagamento, por telefone, para às 7h, desta terça-feira (18).

Os trabalhadores afirmam que se o pagamento não for realizado, eles irão fechar a rodovia novamente.

As construções são feitas no método de 'mutirão assistido', onde os moradores terão que pagar apenas 60% do valor do terreno. Os 40% restantes são subsidiados pela prefeitura e os mutuários terão 300 meses para pagar. 

BOM RETIRO

Já na Vila nasser, 60 trabalhadores contratados para o "mutirão assistido", que constrói casas em quatro regiões da cidade, protestaram pela falta de pagamento. Conforme os terceirizados, também falta materiais para construção e as obras estão paralisadas.

O representante dos trabalhadores Wagner Aparecido Nunes da Silva, 42 anos, é segurança, mas também trabalha no mutirão, o responsável pela ONG Morhar e a prefeitura não atendem os trabalhadores, para dar respostas sobre o pagamento.

A reportagem indagou a Prefeitura sobre a situação e qual a previsão de pagamento, mas ainda não obteve respostas.

Um funcionário da Morhar, que se identificou apenas como João, disse à reportagem por telefone, que Rodrigo Guerra, responsável pela ONG, estaria na superintendência da Caixa para conseguir a liberação do pagamento, por se tratar de um valor muito alto. Ele ressaltou que já havia conversado com os trabalhadores.

Porém, os terceirizados negam que representantes tenham aparecido.

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