Cotidiano

ONG abandona obras e comunidade que morava na Cidade de Deus protesta

Nenhuma casa foi construída pela Morhar no Bom Retiro

Midiamax Publicado em 18/08/2016, às 22h50

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Nenhuma casa foi construída pela Morhar no Bom Retiro

Realocada para o loteamento Bom Retiro na Vila Nasser em Campo Grande, parte da comunidade que morava na favela Cidade de Deus protestou na tarde desta quinta-feira (18) pelo abandono da administração municipal com o projeto de moradia popular da comunidade.

Idealizado no sistema “mutirão”, em que os próprios moradores – em tese – constroem as casas, o projeto foi abandonado pela ONG responsável. É o que denunciam os moradores, afirmando que a Morhar organização social, que retirou do cofre municipal R$ 3,6 milhões para execução de 300 casas, não começou a construção no local.

Cerca de 80 pessoas participaram do protesto, que de acordo com um dos moradores, um jardineiro, de 29 anos, foi pacífico. A manifestação teve faixas indignadas com o prefeito Alcides Bernal (PP), chamando o chefe do executivo municipal de '171', além da queimada de alguns materiais. “Foi só o calor das pessoas, a indignação, alguns pais de família trabalharam, fecharam parceria e estão abandonados”, explicou o morador.

“Prometeram e até agora nada. Só cavaram alguns lotes, fizeram uns buracos lá, revirou os terrenos, a terra ficou esquisita, teve que derrubar barracos e até agora nada”, reclama ele.

Os moradores afirmam que a Morhar “sumiu” da comunidade, abandonando o projeto.“ Não apareceu, tem semanas que o pessoal da ONG não aparece. Praticamente o canteiro ta abandonado”, contou o jardineiro.

(divulgação)

Nos outros três locais para onde a Prefeitura transferiu os moradores da favela, o problema é o mesmo. No loteamento Vespasiano Martins, moradores reclamam da estrutura 'mal' construída das casas e da demora para finalizar o 'acabamento'. Imagens do interior de algumas residências indicam ausência de sistema elétrico, de encanamento, além de vazamentos.

Procurado diversas vezes pelo jornal Midiamax, o presidente da ONG, Rodrigo da Silva Lopes não se manifestou.

Jornal Midiamax