Cotidiano

Lojistas esperam protesto pacífico e não se preocupam com reforço em segurança

Todos afirmam não haver histórico de incidentes

Gerciane Alves Publicado em 11/03/2016, às 15h46

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Todos afirmam não haver histórico de incidentes

Esperando protesto pacífico e sem incidentes no próximo domingo (13), lojistas que possuem estabelecimentos próximos aos pontos de concentração não se preocuparam em tomar medidas protetivas e acreditam não ser necessário reforço em relação a segurança. Nenhum dos comerciantes teve problemas nas manifestações anteriores e a expectativa é isso se repita.

A gerente de uma farmácia localizada na esquina da Avenida Afonso Pena com a Rua 14 de julho, que preferiu não se identificar o estabelecimento não possui segurança particular e acredita que não será necessário uma contratação temporária especialmente para o evento já que nunca tiveram problemas em situações anteriores.

Mas ela destaca que se houvessem grupos defendendo bandeiras diferentes a loja precisaria ser fechada. Em relação a segurança não haverá reforço, mas a gerente salienta ainda que já foi feita uma escala de funcionários reforçada para o domingo. “Como vai ter mais gente na rua pode ser que o movimento aumente”, diz.

Nos estabelecimentos próximos da Praça do Rádio Clube, onde outro grupo estará concentrado, as medidas de reforço na segurança também foram deixadas de lado. O empresário Liniker Fanaia, que é gerente de uma loja de móveis planejados localizada na Avenida Afonso Pena esquina com a Rua Padre João Crippa conta que nunca teve problemas com protestos anteriores.

“Nos últimos protestos foi tudo tranquilo, não tivemos nenhum problema não. Na primeira [manifestação] eu até fiquei preocupado porque saíram da frente da loja, mas graças a Deus não teve nenhum tipo de ato, nenhum problema, foi tudo muito tranquilo então a gente não vê necessidade em fazer nada específico”, explica.

Também esperando que tudo aconteça de forma tranquila, o gerente de uma loja de instrumentos musicais também localizada na Afonso Pena, em frente a Praça do Rádio, Claudenir Ferraz não pretende reforçar a segurança e acredita que não vai haver incidentes porque o foco dos manifestantes é outro. “O movimento é contra a corrupção e não contra os lojistas”, diz.

Claudenir ressalta que nas manifestações anteriores sempre dava um jeito de verificar como estava a loja e desta vez não vai ser diferente já que pretende participar da manifestação. “Eu sempre venho conferir e esse ano vou participar, mas nunca tive problemas e desta vez acredito que desta vez não vai ser diferente”, ressalta.

Em uma lanchonete também localizada na Afonso Pena, a única medida a ser tomada segundo o gerente Paulo Henrique será fazer com que o segurança particular do estabelecimento comece a trabalhar mais cedo no domingo. “O rapaz que trabalha na segurança vai entrar mais cedo no domingo, mas vai trabalhar normal”, salienta.

Jornal Midiamax