Demanda do setor de trauma é uma das que mais cresce em todo o país

O Hospital do Trauma, que há 21 anos começou a ser construído, em anexo ao lado da Santa Casa de Campo Grande, deve ser finalizado até 2017. A informação é do governador Reinaldo Azambuja (PSDB), que na manhã deste sábado (14), durante o lançamento da Caravana da Saúde, disse que a licitação já está praticamente concluída e a empreiteira terá 11 meses para finalizar a obra.

“A licitação foi praticamente concluída esta semana. Agora é assinar o contrato e dar ordem de serviço. Está previsto a conclusão em 11 meses. A gente espera que a empresa ganhadora do processo possa cumprir o prazo e a gente terá hospital entregue à população de Mato Grosso do Sul”, disse Azambuja.

Segundo ele, o término da obra, além de trazer melhorias para o problema de falta de vagas em Campo Grande, será muito gratificante, por ver uma das construções consideradas ‘elefantes brancos” se concluir. “Gratificante poder concluir os elefantes brancos que ficaram. O Programa Obra Inacabada Zero é para concluir todas essas obras e dentre essas, o Hospital do Trauma é um hospital que começou há 21 anos. Imagina quanto tempo já não deveria ter concluído?”, questionou.

Para ele, faltou vontade de gestores anteriores de terminar a obra. “Por que não foi? Teve pessoas que não priorizaram essas obras inacabadas, que a meu ver são primordiais para atender a população, principalmente na área do trauma que é uma área que vem crescendo muito o número de acidentados. E colocar ele para atender as pessoas de Mato Grosso do Sul”, disse.

Trauma em números

O setor de trauma é dos maiores gargalos da saúde. Devido ao alto número de pacientes que se envolvem em acidentes de trânsito, a demanda do setor é uma das que mais cresce em todo o país. Do total de atendimentos da Santa Casa de Campo Grande, 45% são vítimas de trânsito. Destes, 70% são homens e 30% mulheres. Boa parte deles, 45% são pessoas em idade ativa, entre 20 e 40 anos. 90% dos acidentados estavam em motocicletas.

30% dos procedimentos são de pequeno porte, que vai de ferimentos a fratura expostas no dedo, por exemplo. 40% são de média complexidade, que vai de fratura de punho a cotovelo e patela. Os outros 30% são traumas complexos, que exigem mais dias de internação e mais recursos do hospital. Nesse caso as fraturas são de joelho, pelve, coxa e ombro.

O hospital atende em média de 700 a 800 pacientes por mês na ortopedia e realiza 1,2 mil cirurgias, o que representa praticamente a metade das cirurgias realizadas em todo o hospital – 2,5 mil ao mês.

Investimentos

A Caravana de Saúde em Campo Grande totaliza um investimento de R$ 19 milhões, 100% de recurso próprio do Governo do Estado. “Esse dinheiro está depositado na conta para custear as despesas de saúde”, disse o governador.

Ele falou ainda que Três Lagoas, Dourados e Ponta Porã vão receber novas unidades hospitalares, ou reformar as existentes. Em relação ao Hospital de Três Lagoas, ele disse que o dinheiro está na conta e só está encaminhando o processo licitatório, para assim que abrir a licitação começar a obra.

Já em Dourados, metade do dinheiro é estadual e metade federal. “Meio a meio ali, em parceria com emenda parlamentar, principalmente do deputado Geraldo Rezende e do ex deputado Marçal Filho que deixou emenda alocada e outros que estão ajudando para fazer essa parceria”, disse.

Em Ponta Porã, já inicia agora os atendimentos com a primeira organização social a presidir um hospital em Mato Grosso do Sul. E em Corumbá haverá também uso de emendas parlamentares para ampliação da Santa Casa.