Cotidiano

Futuro presidente da Seleta diz que diretoria conhecia irregularidade

Declarações foram prestadas ao Gaeco

Midiamax Publicado em 15/12/2016, às 14h42

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Declarações foram prestadas ao Gaeco

Futuro presidente da Seleta (Sociedade Caritativa e Humanitária), Romário Garcia Pereira, disse em depoimento do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), na manhã desta quinta-feria (15), que tinha conhecimento sobre irregularidades na instituição.

O depoimento durou uma hora e meia. Pereira deixou o local sem falar com a imprensa. Segundo o advogado, José Roberto da Rosa, o futuro presidente da instituição, assumiu o local entre 2000 e 2003, porém, as investigações são a partir de 2011.

De acordo com o advogado, durante depoimento, Pereira confirmou que depois que assumiu o cargo de diretor financeiro, em 2014, "sentia que estava sofrendo resistência por parte de alguns diligentes". 

Ainda conforme o advogado uma das principais irregularidades percebidos pelo futuro diretor era a falta de transparência, o que segundo ele, teria motivado a candidatura a presidência de 2017.

Operação Urutau- 

A operação Urutau foi deflagrada terça-feira (13), e mira as contratações suspeitas feitas pela Seleta (Seleta Sociedade Caritativa e Humanitária) e Omep (Organização Mundial para Educação Pré-Escolar). O Gaeco cumpriu três mandatos de prisão temporária, sete de condução coercitiva e 14 de busca e apreensão de documentos, inclusive  na Câmara da Capital.

Maria Aparecida Salmaze, diretora da Omep, teve seu mandado de prisão expedido no primeiro dia da operação. A responsável pela creche Nossa Senhora do Perpétuo do Socorro, Kelly Ribeiro, e a contadora da Seleta, Ana Claúdia Pereira da Silva também foram presas, e levadas ao Estabelecimento Penal Feminino Irmã Zorzi, na Capital.

Investigação –

O MPE-MS (Ministério Público Estadual de Mato Grosso do Sul) já havia apontado uma série de irregularidades nas contratações, e desde 2011, ainda na gestão de Nelsinho Trad (PTB), vinha propondo mudanças nas contratações por meio da celebração de TAC (Termos de Ajustamento de Conduta).

Dentre as irregularidades citadas no processo em andamento no MPE há discrepâncias de valores pagos a servidores terceirizados a serviço do município. Por exemplo, um marceneiro da OMEP recebe R$ 893 por mês, enquanto um serralheiro da Seleta recebe R$ 2,4 mil. A Prefeitura de Campo Grande tem até junho de 2017 para demitir 4,3 mil funcionários contratados por meio dos convênios das duas entidades.

Ao todo foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão de documentos, três prisões temporárias e sete conduções coercitivas com os dirigentes, prestadores de serviços e funcionários dos locais. Houve buscas na Câmara Municipal de Campo Grande.

Jornal Midiamax