Cotidiano

Filhos de rapaz que morreu soterrado em obra ainda não sabem do acidente

Trabalho de resgate durou duas horas

Kemila Pellin Publicado em 23/01/2016, às 17h23

None
img-20160123-wa0070.jpg

Trabalho de resgate durou duas horas

Os dois filhos de Alex Almeida de Sousa, de 25 anos, ainda não sabem da morte do pai. O jovem foi soterrado no final da manhã deste sábado (23) enquanto faziam um muro de sustentação no Conjunto Residencial Ary Abussafi, no Bairro Morada Verde, em Campo Grande. Daniel Marcelino da Silva, de 26 anos também morreu no acidente.

Segundo Ana Lia Aparecida de Souza, amiga de trabalho da esposa de Alex, a família está muito abalada e por isso não quer conversar com a imprensa. Os filhos dele, um menino de 4 anos e uma menina de 2, foram levados para a casa do tio e não sabem do acontecido.

“Ela está muito abalada, chorando muito e ainda não acredita no que aconteceu. Ela não se conforma, fica pedindo a todo instante para ele voltar”, disse a amiga.

O tenente Vinícius, do Corpo de Bombeiros, relatou que o trabalho de resgaste demorou pelo menos duas horas. “Nós chegamos aqui por volta das 11h30 e só conseguimos concluir o resgate às 13h30, devido a complexidade do acidente e das condições do local”, explicou.

A casa onde o muro seria construído fica numa parte elevada do terreno e o acidente aconteceu no momento em que os dois rapazes faziam a escavação do local. O monte de terra retirado do buraco caiu sobre as vítimas, ocasionando a morte.

Os familiares reclamaram que os Bombeiros teriam demorado para chegar no local, o que poderia ter contribuído para a morte. “Eles ficaram mais de uma hora esperando socorro. Isso é um absurdo”, disse uma testemunha que não quis se identificar. 

O tenente rebateu a informação, dizendo que a primeira viatura chegou ao acidente entre 11 e 12 minutos, após ser acionada. Ainda segundo o oficial, quando os militares chegaram os vizinhos já haviam retirado a cabeça das vítimas.

O Corpo de Bombeiros, a Polícia Militar e a Perícia estão no local.

Medo

Ana Lia ainda relatou o temor que o acidente gerou a todos. "Eu também queria construir o muro aqui em casa. Como todo mundo né, porque entregam a casa para gente sem nada, mas agora estou com medo de acontecer outra tragédia. Acho que vou desistir da ideia", finalizou a moradora.

Jornal Midiamax