Cotidiano

Família faz apelo por cadeira de rodas para tratorista que ficou tetraplégico

Rotina da família foi completamente alterada

Wendy Tonhati Publicado em 29/01/2016, às 12h45

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Rotina da família foi completamente alterada

Uma família de Coxim, cidade a 243 quilômetros de Campo Grande, teve a rotina completamente alterada após o ex-tratorista Cleiton Lopes Cançado, 32 anos, ficar tetraplégico em um acidente no dia 1° de novembro do ano passado. Para se refrescar do calor, Cleiton pulou no poço da Fazenda Eldorado, no Pantanal, e sofreu uma fratura na quinta vértebra da coluna.

O ex-tratorista foi resgatado de avião, passou por dois hospitais no interior até ser transferido para a Santa Casa de Campo Grande. Por aqui, Cleiton passou 22 dias internado na UTI (Unidade de terapia Intensiva), foi submetido a uma traqueostomia e a uma cirurgia para fixação de pinos na altura do pescoço. Ao todo, foram dois meses e 17 dias internado.

Há aproximadamente 15 dias, Cleiton voltou para a casa da mãe, em Coxim. Aos 63 anos, a cozinheira Joana Carmem dos Santos teve a vida completamente alterada. Em uma casa minúscula, de apenas um quarto, uma cozinha e um banheiro, ela voltou a cuidar do filho. Para se ter uma ideia do tamanho das dificuldades da família, no quarto mal cabe a cama e por isso, o ex-tratorista acaba ficando durante o dia em uma varanda improvisada com lona.

Cleiton se comunica apenas através de breves sussurros com a mãe e a irmã, a funcionária pública Elaine Raquel dos Santos, 40 anos. Foi ela que se tornou a enfermeira da casa. Elaine dá a medicação, o banho e ainda tem de cuidar da própria vida, com filhos, trabalho e marido.

A procura de uma cadeira de rodas

A Prefeitura da cidade já forneceu uma cesta básica e do Hospital Regional, cedeu a medicação, uma cama hospitalar e um aspirador de secreção, mas, a família ainda necessita de muita ajuda. Cleiton precisa de uma cadeira específica para pessoas tetraplégicas. Até agora, ela tem sido carregado numa cadeira de fio, já que não consegue permanecer sentado numa cadeira de rodas convencional.

Diante das dificuldades, a família também precisa de ajuda para concluir a obra de um quarto só para o ex-tratorista. Quem puder ajudar com materiais de construção é só procurar a família. Se não tiver condições, eles também precisam de doações fraldas geriátricas

O contato com a família pode ser feito através do telefone (67) 9601-4356, ou na Avenida Frei Cirino João Primom, 89, Senhor Divino, em Coxim. Quem não puder ajudar pessoalmente pode fazer um depósito de qualquer valor na conta poupança 29192-3, agência 1107 Caixa Econômica Federal, operação 013, em nome de Elaine Raquel dos Santos. (Com informações de Angela Bezerra, do Edição de Notícias)

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