Cotidiano

Educadores são notificados por poluição sonora durante protesto na prefeitura

Em greve, categoria protesta na Prefeitura de Dourados

Midiamax Publicado em 29/06/2016, às 11h39

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Em greve, categoria protesta na Prefeitura de Dourados

Educadores de Dourados, a 228 quilômetros de Campo Grande, foram notificados pelo Imam (Instituto do Meio Ambiente de Dourados) por poluição sonora durante protesto na prefeitura. Em greve desde quinta-feira (23), professores e servidores administrativos da educação tentam pressionar o prefeito Murilo Zauith (PSB) a cumprir acordos firmados em 2014.

Na manhã de terça-feira (28), os grevistas voltaram ao CAM (Centro Administrativo Municipal), local em que têm feito seguidos protestos desde a semana passada. Nessa nova ocasião, contudo, uma comissão formada por representantes do Simted (Sindicato Municipal dos Trabalhadores em Educação de Dourados) seria recebida pelo secretário de Administração, João Azambuja.

Antes da reunião, os trabalhadores reforçaram as reivindicações por valorização profissional. Faixas, cartazes e caixas de som ligadas a um microfone foram os meios utilizados para levar até o prefeito a mensagem de protesto. Mas o barulho feito nessa oportunidade, segundo o Imam, configurou poluição sonora e resultou numa notificação ao Simted.

Na sala em que seriam recebidos pelo secretário de Administração para discutir propostas visando o fim da greve, os educadores foram recebidos por Upiran Jorge Gonçalves, diretor-presidente do Imam, que repreendeu os manifestantes ao argumentar que uma medição requisitada pelo prefeito constatou perturbação e poluição sonora.

“Leis contra os educadores a administração municipal cumpre, mas leis a favor da categoria não”, queixou-se Gleice Barbosa, presidente do Simted. Ela lembra que os compromissos de valorização dos educadores foram firmados pelo prefeito em lei, mas nem por isso o gestor cumpriu.

A líder sindical explica que os servidores administrativos da Educação não têm sequer a reposição inflacionária nos salários há dois anos. Já os professores aguardam a efetivação de uma política de valorização salarial que deveria ter entrado em vigor em abril, a incluir a incorporação do Adicional de Incentivo ao Magistério Municipal e o pagamento do percentual da diferença do Piso para 20 horas em outubro, negociado durante a greve de 2014 e previsto em lei desde então.

Enquanto as partes não chegam a um acordo, a greve segue por tempo indeterminado e afeta as aulas de 28 mil estudantes matriculados em 45 escolas municipais e 35 centros de educação infantil, os Ceims. Segundo o Simted, na terça-feira 19 escolas ficaram totalmente paradas, cinco delas na Reserva Indígena. Em outras unidades educacionais as atividades foram mantidas total ou parcialmente.

Jornal Midiamax