Cotidiano

Corpos de advogada e engenheiro vítimas de acidente são cremados no PR

Cerimônia durou uma hora  

Midiamax Publicado em 27/02/2016, às 17h06

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Cerimônia durou uma hora

Foram cremados neste sábado, em Londrina, no Paraná, os corpos da advogada Jane Resina e do marido dela, o engenheiro Paulo César Oliveira, mortos ontem na queda de uma aeronave, na cidade de Jaguapiatã. Foi uma cerimônia rápida, que começou às 11h (horário do PR) e terminou às 12h, com a presença de poucos familiares e amigos.

Jane e o marido, que moravam em Campo Grande, haviam manifestado para a família o desejo de que seus corpos fossem cremados. O avião em que eles estavam saiu de Campo Grande com destino a Londrina, onde Paulo César renovaria o Certificado Médico de Aeronauta (CMA), que certifica a aptidão física e mental do tripulante para pilotar o tipo aparelho em que ele estava.

De acordo com a Folha Web, portal do Jornal Folha de Londrina, pouco antes do acidente, por volta das 10h40, o piloto entrou em contato com a empresa de aviação agrícola Gaivota, próxima do local da queda.

Ao jornal, Fernando Morandi, que estava na escuta do rádio, disse que o piloto chamou a torre da empresa e pediu informações sobre o clima em Jaguapitã e recebeu como resposta que as condições eram boas.

Ainda de acordo com a Folha Web, o produtor rural da Fazenda Céu Azul, Paulo Chiararia Junior, viu toda a cena do acidente. Ele contou que quando o avião atravessava uma nuvem carregada, foi possível escutar um barulho semelhante a uma explosão. "Depois disso a aeronave fez um looping e logo depois entrou em parafuso e caiu de bico. A cena não durou mais do que 10 segundos", relatou á publicação. Chiara acionou a Polícia Militar para dar início à operação de resgate.

O administrador da Fazenda Maristela informou que uma das peças da aeronave caiu a cerca de 200 metros do ponto de colisão da aeronave e estava distante do rastro de 20 metros formado pelo impacto da aeronave com o solo, o que pode indicar que ela deve ter se soltado no ar.

De acordo com a Folha Web, o comandante Flávio Borges, do Cenipa (O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), a aeronave de prefixo PU-RDC era um ultraleve do tipo Ulac, isto é, uma aeronave com o propósito de construção amadora, que possui Certificado de Autorização de Voo Experimental. A investigação do acidente será realizada pelos Serviços Regionais de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos V (Seripa), sediado em Canoas (RS).

A morte do casal provocou comoção, principalmente no ramo jurídico, em que Jane era bastante conhecida e respeitada. O presidente da seccional da OAB em Mato Grosso do Sul, Mansour Kammouche, divulgou nota em que define a perda como “irreparável”. Jane e Paulo deixam filhos e netos.

Jornal Midiamax