Cotidiano

Contra tumulto, dona de bar restringe promoção de bebidas em rua ‘polêmica’

Não associado terá que pagar mais caro

Gerciane Alves Publicado em 11/03/2016, às 21h38

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Não associado terá que pagar mais caro

Para tentar coibir a aglomeração de “baderneiros”, a proprietária do Bar Batata Mais, Graziele Soares Neves resolveu tomar medidas drásticas. A partir de hoje (11) só terá desconto na cerveja quem apresentar a carteirinha de associado a alguma atlética na UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul). Quem não for associado vai ter que pagar mais caro.

Graziele conta que possui o bar há sete anos, mas há cerca de dois o local ficou conhecido como “o bar das atléticas” depois que a proprietária resolveu fazer um tipo de sociedade com os integrantes das atlética da universidade. Desde que essa sociedade foi firmada sempre procuraram de certa forma advertir quem desrespeitasse as regras criadas pelo estabelecimento para que houvesse ordem no local.

“Criamos um aplicativo que mostrava cartão vermelho pra quem tava na rua e verde pra quem tava na calçada. As atléticas associadas ao bar sempre obedeceram as regras e fizeram o que era para ser feito, mas começou a chegar gente de fora. O povo foi encostado e foi chegando junto os baderneiros”, explica.

A proprietária do bar ainda conta que estas pessoas que em sua maioria não são ligadas universidade federal começaram a chegar em número cada vez maior e não cumprem as regras impostas pelo bar. “São pessoas que não são da universidade, não clientes do meu bar, são pessoas que estão vindo de fora só para bagunçar”, salienta.

Buscando resolver o problema Graziela conta que se reuniu na última segunda-feira (7) com os representantes das quase 20 atléticas associadas e depois de um reunião chegaram em um consenso. “Só vai tomar [com desconto] no Batata na sexta-feira quem é sócio, quem tem a carteirinha, quem não é sócio na sexta não vai tomar”, explica.

Com mais de dois mil associados, Graziele diz que cobrando mais caro nas sextas acredita que vai conseguir afastar as pessoas que segundo ela, já vão com o intuito de bagunçar. “Durante a semana é normal, mas na sexta-feira que fica esse tumulto todo aqui de gente, porque todo mundo desce pra cá, só os sócios vão tomar na promoção, quem não é sócio não toma”, acrescenta.

Graziela ressalta que não vai deixar de vender para as pessoas que não fazem parte de nenhuma atlética e consequentemente não são associados, haverá apenas diferença no valor da bebida nas sextas-feiras. “Quem não tem a carteirinha vai ter que pagar o preço real e o preço real a pessoa não vai querer”, diz.

A diferença entre o valor que será pago pelos associados em relação aos que não são é de R$ 4. “O preço normal para quem não é sócio na sexta-feira será de R$ 10 a cerveja e pra quem sócio será de R$ 6. O intuito é diminuir esse povo que não vem pra confraternizar e sim pra bagunçar. Eu cobrando ais caro eles não vão se interessar em vir no meu bar”, acrescenta.

Condições para ser sócio

A proprietária do estabelecimento explica que para ser associado ao bar não é necessária apenas fazer parte de uma atlética. “Para ser sócio do Batata a pessoa tem que fazer ação social. Aqui nós arrecadamos alimento, nós fazemos campanha do agasalho, fazemos campanha de roupas usadas, campanha de doação de sangue. Pra ser sócio do Batata não tem que só tomar cerveja, tem que fazer ação social sempre”, explica.

Jornal Midiamax