Cotidiano

Confusão de endereço no Bom Retiro faz família de grávida reclamar de atendimento

Terrenos ainda têm pouca estrutura

Midiamax Publicado em 03/04/2016, às 15h39

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Terrenos ainda têm pouca estrutura

A família da jovem Isabelle Roas Tomashita, 19 anos, grávida de 7 meses, reclama que precisou de socorro na madrugada deste domingo (3), e o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) teria negado atendimento. Eles moram no bairro Bom Retiro, no loteamento doado pela Prefeitura de Campo Grande a moradores da favela Cidade de Deus, e confessam que não conseguiram explicar o novo endereço aos atendentes. 

Segundo Gabrielle Roas, de 15 anos, estudante, a irmã está sentindo contrações e reclamando de dor desde o sábado à noite e o Samu não quis prestar socorro. “Nós ligamos, mas como não soubemos explicar como chegar aqui, eles se negaram a buscar”, diz.

Ela diz que a irmã passou mal toda a noite, e como choveu muito ontem ela ficou ainda mais nervosa, o que piorou as dores. “Ela fica nervosa com a situação que está aqui, e ai começa a sentir dor”, diz. Familiares também disseram que a Guarda Municipal também teria negado atendimento à jovem. 

A reportagem procurou a Guarda que negou a recusa no atendimento. Foram os próprios agentes da Guarda que acionaram o Samu e explicaram como chegar ao local.

Os guardas ainda foram até a casa de Isabelle para ver o estado dela e prestar os primeiros atendimentos, com auxilio, por telefone, do médico do Samu.

A Assessoria da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) explica que houve uma ligação, o que provocou deslocamento de uma equipe. Antes da chegada da viatura, um novo telefonema cancelou a solicitação, já que familiares da jovem disseram que ela havia sido removida por meios próprios.

Boa parte dos novos moradores do Bom Retiro ainda não sabe o endereço de suas moradias, o que levou a Guarda Municipal a marcar como ponto de encontro com o Samu o Poliesportivo da Vila Nasser. A gestante foi levada para o Hospital Universitário da Capital.

Os terrenos, que foram doados pela Prefeitura, para cerca de 40 famílias, que moravam no Cidade de Deus, ainda têm pouca estrutura. Somente nesta semana a Prefeitura liberou que perfurassem fossas para o armazenamento de esgoto. A maioria dos barracos ainda estão jogando a água da cozinha direto no solo e não têm banheiro nas casas. Quatro banheiros químicos estão instalados no local.

Jornal Midiamax