Cotidiano

Com Pokémon Go em alta, Agetran declara guerra ao celular no volante

Combinação gerou 3.734 multas no primeiro semestre 

Clayton Neves Publicado em 10/08/2016, às 17h36

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Combinação gerou 3.734 multas no primeiro semestre 

Com a liberação do Pokémon Go, aplicativo para celulares que virou febre entre os jovens,  a Agetran (Agência Municipal de Trânsito) vai intensificar as fiscalizações nas ruas de Campo Grande. O objetivo é inibir a combinação direção e celular, já que somente no primeiro semestre deste ano, mais de 3.700 casos do tipo foram notificados pela Agência, e agora, com a chegada do jogo viral, a preocupação só aumenta.

 “O jogo é mais um motivo para distração de quem está no trânsito. A fiscalização vai ser mais intensa, porém, é preciso que as pessoas se conscientizem, não existem possibilidade de ter um agente em cada quadra da cidade”, afirma Elídio Pinheiro, diretor-presidente da Agentran.

A preocupação com a distração no trânsito é geral. Na semana passada, a PRF (Polícia Rodoviária Federal) publicou em sua página no Facebook um Comunicado de alerta sobre o aplicativo de caça aos pokemóns. “O Pikachu pode esperar, a vida não”, diz a publicação.

Em Campo Grande, somente no primeiro semestre deste ano a Agetran aplicou 3.734 multas relacionadas ao uso de celular no volante, uma média de 622 notificações por mês.

Nossa equipe foi às ruas e em 30 minutos, registrou sete pessoas utilizando aparelhos celulares enquanto dirigiam, entre o abrir e fechar do semáforo no cruzamento da Rua Rio Grande do Sul com a Avenida Afonso Pena.

Entre a população as opiniões se dividem, porém, sempre é possível encontrar quem tenha alguma história pra contar. O frentista Jonathan Garrucho, de 25 anos, lembra que no dia em que o Pokémon Go foi liberado no Brasil, presenciou uma situação de risco em uma rua da área central da Capital.

 “Um homem quase foi atropelado porque um terceiro estava tentando pegar Pokémon. Outro dia um veículo saiu de uma pista em direção a outro também atrás dos bichos. É um absurdo”, relata.

Para Fábio Reis, de 31 anos o jogo de captura dos ‘monstrinhos’ foi somente o causador de uma polêmica instalada, porém, o vendedor lembra que celular e direção é uma combinação perigosa que há tempos se vê pelas ruas.

“O aplicativo fez voltar a discussão, mas sabemos que não é só o jogo, existe o Facebook, WhatsApp, e tudo isso trás distração no trânsito e pode acabar provocando uma tragédia”, explica.

Atualmente a multa por dirigir enquanto usa aparelho celular é de R$ 85,13 com perda de quatro pontos na carteira de habilitação. A partir de novembro, quando passa a vigorar a lei 13.281 que altera o Código de Trânsito Brasileiro, a infração passa de média para gravíssima e pela falta, serão reduzidos sete pontos na carteira. 

Jornal Midiamax