Professor morreu no último domingo na Santa Casa

A assessoria de comunicação da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde Pública), confirma o quinto caso de morte por H1N1 em Campo Grande. O professor, Edevaldo Souza Prado, de 57 anos, que lecionava na Escola Estadual em Tempo integral Amélio de Carvalho Baís, morreu no último domingo (15), na Santa Casa de Misericórdia e a causa foi divulgada na manhã desta quarta-feira (18) após confirmação por meio de exames.

Segundo as informações, o professor morreu horas depois de ser internado. A morte do professor preocupou pais de alunos.

“Este professor na sexta-feira (13) deu aula para mais de cem alunos, ele estava tossindo e espirrando muito. A escola ficou exposta e não foi feito nenhum acompanhamento pela secretaria de saúde”, disse um dos pais de alunos que entraram em contato com a equipe de reportagem do Jornal Midiamax.

Questionada a respeito das precauções que devem ser adotadas em relação ao caso, a assessoria de comunicação da Sesau, destaca que os alunos, professores e demais funcionários da escola, serão orientadas a procurarem uma unidade de saúde caso comecem a apresentar os primeiros sinais da doença, além de orientações comuns para que se evite a contaminação.

Na Capital também foi registrado uma morte por influenza B. Além das cinco mortes por H1N1 em Campo Grande, também foram registrados quatro óbitos em Naviraí, dois em Três Lagoas. Em Aquidauana, Corumbá, Coxim, Juti e São Gabriel do Oeste houve uma morte, por contaminação do vírus, em cada um dos municípios.

Nesta manhã, o titular da SES (Secretaria de Estado de Saúde), Nelson Tavares, afirmou que não há nenhum risco de epidemia. “A maioria das mortes é de pessoas com  patologias que predispõem o agravamento do quadro. É grave, é sério, todo mundo deve fazer a prevenção, mas não existe epidemia ou surto. O que está ocorrendo é sazonal”, garante.

Sintomas e cuidados

De acordo com a SES (Secretaria de Estado de Saúde), os sintomas da doença são: febre, tosse, dor de garganta e dores nas articulações, musculares ou de cabeça. Ao apresentar esses sinais, a SES orienta que a pessoa procure atendimento médico.

Veja algumas orientações da para diminuir a circulação dos vírus:

– Higienizar as mãos com frequência;

– Utilizar lenço descartável para higiene nasal;

– Cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir;

– Higienizar as mãos após tossir ou espirrar;

– Evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca;

– Não partilhar alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal;

– Evitar aperto de mãos, abraços e beijo social;

– Reduzir contatos sociais desnecessários e evitar, dentro do possível, ambientes com aglomeração;

– Evitar visitas a hospitais;

– Ventilar os ambientes.