Cotidiano

Com mais de 110 mil, protestos em MS pediram nas ruas a saída de Dilma

Muitas cidades do interior também registraram manifestações

Ludyney Moura Publicado em 14/03/2016, às 12h17

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Muitas cidades do interior também registraram manifestações

Na Capital a Polícia Militar estimou em 100 mil pessoas o número de manifestantes que saíram às ruas no domingo (13), tendo como principal bandeira pedidos de saída da presidente Dilma Rousseff e de prisão ao ex-presidente Lula, ambos do PT.

Nas maiores cidades do Estado, assim como na Capital, os protestos foram pacíficos e sem registros de ocorrências. A maior crítica dos defensores do governo petista ao protestos, de que seriam elitistas e organizados pelos mais ricos, não foi problema nas ruas de MS, onde a presidente Dilma não venceu as últimas eleições presidenciais.

Em Dourados, segunda maior cidade do Estado, a PM estimou em 10 mil pessoas os manifestantes que percorreram ruas do centro da Cidade. Em Três Lagoas, os organizadores falaram em duas mil pessoas, enquanto em Corumbá, a polícia afirmou que 500 pessoas protestaram contra a corrupção.

Protestos também aconteceram nas cidades de Chapadão do Sul, Naviraí, Aquidauana, Mundo Novo, Coxim, Maracajú e Nova Andradina, porém com públicos menores.

Na Capital, o que se viu na Avenida Afonso Pena, interditada para o protesto, foi um mar de campo-grandenses de verde e amarelo com o grito de ‘Fora Dilma’. Um grupo de cerca de 300 motociclistas, formados em sua maioria por motoclubes, deu início às manifestações, que tiveram também um grupo de 'abre-alas' formado por catadores de recicláveis no lixão de Campo Grande.

Alguns pecuaristas compareceram, à cavalo, ao protesto. Houve grupos organizados de advogados, médicos e maçons, que se fizeram presentes e protestaram contra a corrupção. Ciclistas e outros grupos de profissionais liberais se uniram a muitas famílias durante a caminhada. Os organizadores do evento providenciaram trios elétricos e até a bateria de uma escola de samba para animar o protesto.

A Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito) não registrou aumento significativo de passageiros do transporte coletivo durante o protesto. Apenas no final das manifestações um motorista de ônibus precisou chamar a polícia para conter um tumulto causado por alguns jovens que saiam da concentração nos altos da Avenida Afonso Pena.

Faixas com os dizeres ‘somos todos Sérgio Moro’ e de apoio à Polícia Federal também se juntaram aos gritos de ‘Fora Dilma’ e ‘Fora PT’. 

Em todo o país a PM estimou um público total de 3,6 milhões de pessoas, menos da metade do número divulgado pelos organizadores, 6,8 milhões de brasileiros.

Perfil

O Instituto Datafolha realizou uma pesquisa no domingo com manifestantes na maior cidade do país, para analisar o perfil do brasileiro que saiu às ruas para pedir o impeachment ou renúncia da presidente Dilma.

O resultado do levantamento (a pesquisa ouviu 2.262 pessoas na Av. Paulista) mostrou que os manifestantes deste domingo possuem renda e escolaridades superiores à media nacional. Na Capita paulista, o número de pessoas que disseram ter curso superior foi de 77%, com a maioria dos entrevistados com renda familiar entre 5 a 10 salários mínimos (de R$ 4,4 mil a R$ 8,8 mil). 

Apesar do baixo número de políticos que compareceram ao protesto em Campo Grande, a presença deles não provocou reações nas pessoas. Já em São Paulo, os tucanos Aécio Neves e Geraldo Alckmin acabaram hostilizados e xingados por manifestantes.

O protesto na Capital sul-mato-grossense, que contou com a segurança de 600 policiais militares e homens da Guarda Municipal e agentes da Agetran, terminou com samba nos altos da Avenida Afonso Pena pouco antes das 20hs. 

Jornal Midiamax