Cotidiano

Com greve dos administrativos, escola integral fraciona horário dos alunos

Vereador acredita que medida pode causar evasão escolar

Midiamax Publicado em 04/04/2016, às 15h19

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Vereador acredita que medida pode causar evasão escolar

Com a paralisação dos funcionários administrativos da Educação, a escola municipal Professora Ana Lúcia de Oliveira Batista, que funciona em tempo integral, no bairro Paulo Coelho Machado, fracionou o horário dos alunos. A escola que funciona das 7 às 17 horas, passou a funcionar das 8 às 11 horas, e das 13 às 16 horas. Os pais foram surpreendidos com recado da direção sobre o no horário, inclusive com pedido para que os responsáveis levem os filhos para casa no horário do almoço.

A medida não agradou a muitos que pais, que justificam, procurar a escola integral, exatamente por não terem condições de almoçarem em casa. De acordo com uma mãe que procurou o vereador Eduardo Romero (Rede) e que fez uma foto do recado da direção, a rotina normal oferece o café da manhã, almoço, e lanche na escola. Agora, os alunos entram às 8h não tomam café, são liberados às 11h pra almoçar, retornam às 13h e ainda saem uma hora antes: às 16h.

Segundo ela, há rumores que um dos motivos da mudança seja falta de merenda. “A gente acredita até que falta merenda também, mas não tivemos acesso à despensa”, revelou a mãe que não quer se identificar.

A mudança, aponta o vereador, pode causar evasão escolar e perda no tempo de ensino nas escolas. “Além de os alunos ficarem 4 horas a menos na escola, muitos pais podem acabar por não levarem os filhos por não terem como se adaptar a nova rotina”, critica.

A equipe do parlamentar protocolou oficio no MPE (Ministério Público do Estado), na Procuradoria Geral do MPE, para ser feita a distribuição, e também na Promotoria de Justiça da Infância, Adolescência e Juventude.

O oficio também foi encaminhado a Semed (Secretaria Municipal de Educação) para esclarecer quais medidas serão tomadas para evitar que esta situação continue. “Eles (Semed) têm que ter um plano de emergência. Não são as famílias que devem ser penalizadas”, diz, sobre a paralisação.

Além da escola municipal Professora Ana Lúcia de Oliveira Batista, o município tem mais outras duas escolas integrais. Sendo, mais uma urbana e outra rural. O parlamentar pediu acompanhamento da mudança de rotina na escola citada e na escola municipal Professora Iracema Maria Vicente, que fica no bairro Rita Vieira. Além disso, Romero sugere acompanhamento nas escolas regulares e Centros de Educação Infantil.

Jornal Midiamax