Cotidiano

Com aterro interditado, caçambeiros criam lixão improvisado e serviço sobe para R$ 150

Não há previsão para que área seja reaberta

Midiamax Publicado em 20/12/2016, às 13h18

None
img-20161220-wa0014_okay.jpg

Não há previsão para que área seja reaberta

Com o aterro do Jardim Noroeste fechado há cinco dias, por decisão judicial, os caçambeiros de Campo Grande criaram um novo lixão para jogar entulhos e restos de materiais de construção. O novo depósito fica em uma antiga pedreira no Bairro José Abraão e o preço do transporte já teve aumento de 40%; passou de R$ 100 para R$ 150.   

A área também não tem licença ambiental para armazenar o material, mas tem sido a saída para que os caçambeiros continuem trabalhando, levando em consideração que o fim de ano é a época de maior movimentação no setor – em razão das reformas e limpezas de quintas -, e ainda, não há previsão de quando o aterro do Noroeste será reaberto.  

Entrada de cada caçamba de entulho na área improvisada custa R$ 100, o que teria levado os donos das empresas a aumentar o preço do serviço, mas a medida é provisória, avisou José Arthur Fernandes, presidente da ACLBM (Associação Campo-Grandense de Locação de Bens Móveis).

Sobre a possibilidade de que os entulhos sejam depositados na Solurb, ele descartou a chance. “Lá é lixo doméstico, nem pensar”. 

A prefeitura informou que a licitação de abertura de um novo aterro foi suspensa pelo TCE a pedido da empresa Financial – que faz parte do consórcio CG Solurb -, proprietária da pedreira do José Abraao.

Fechamento –

Em vistoria realizada em setembro deste ano, Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) mostrou que o aterro operava sem requisitos mínimos e até mesmo sem a licença de operação fornecida pela Semadur (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano).

No ano passado, o aterro chegou a ser interditado por falta de espaço para os caminhões manobrarem.  Na última quinta-feira (15), catadores bloquearam por duas horas a BR-163 em protesto ao fechamento do aterro. Pelo menos 300 famílias sobreviviam do trabalho no local.

Na manhã desta terça-feira (20) a categoria seguiu em carreata dos Altos da Avenida Afonso Pena até a Prefeitura da Capital em manifestação a respeito da situação. Representantes da Prefeitura atendeu a direção do ACLBM.

Os caminhoneiros ficaram na frente do prédio da Prefeitura por cerca de 10 minutos e retornaram para o local de concentração onde ficarão a espera de uma resposta. Conforme as informações, outros protestos podem ser realizados ainda hoje. 

Assista ao VÍDEO da carreata realizada nesta manhã.

Jornal Midiamax