Cotidiano

Com 20% de presos por crimes sexuais, celas são ampliadas em presídio da Capital

Próprios presos custearam a construção 

Wendy Tonhati Publicado em 05/08/2016, às 16h01

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Próprios presos custearam a construção 

Os presos por crimes sexuais correspondem a 20% do total de detentos no IPCG (Instituto Penal de Campo Grande). Para garantir a segurança e as condições de custódia, foram realizadas obras construção de duas celas e adequação de uma terceira, gerando 30 novas vagas. A obra foi paga e realizada pelos próprios presos. 

De acordo com a Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), os materiais de construção foram custeados por meio de desconto efetuado no pagamento de detentos que trabalham remuneradamente.

A obra contou também com investimentos do Conselho da Comunidade de Ribas do Rio Pardo, intermediados pela Coordenadoria das Varas de Execuções Penais (Covep), do Tribunal de Justiça do Estado.

O IPCG é a única unidade do regime fechado a abrigar internos que cometeram este tipo de crime. Oito celas inteiras, das 51 existentes, são utilizadas para abrigar detentos por crimes sexuais, que, pela característica, necessitam ser separados do restante dos presidiários.

Ainda conforme a Agepen, as obras tiveram início em novembro do ano passado e foram concluídas há menos de um mês. No total, seis custodiados trabalharam, com direito à remição de um dia pena a cada três de serviços prestados.

Jornal Midiamax