Cotidiano

Chuva não dá trégua e crianças da zona rural de Jateí ficam sem aula

Cidade já registrava mais de 200 mm de chuvas 

Midiamax Publicado em 29/02/2016, às 12h45

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Cidade já registrava mais de 200 mm de chuvas 

Os estudantes da zona rural de Jateí – cidade a 265 quilômetros de Campo Grande – não puderam iniciar as aulas nesta segunda-feira (29), como os demais alunos da rede estadual de ensino. O problema é que a chuva não está dando trégua e não há como o ônibus escolar buscar as crianças para levar à escola. A informação é da Prefeitura de Jateí.

Conforme o secretário de Gabinete do Prefeito, Ademar Caetano da Fonseca, a situação na cidade é crítica e piorou de ontem para hoje, após mais 80 mm de chuvas. “A situação se agravou. Choveu muito de domingo para hoje, foram cerca de 80 mm. O que estava difícil, ficou pior”, diz, lembrando que a cidade já registrava mais de 200 mm de chuvas na última semana.

Na cidade são dois pontos de erosão, que estão bastante graves. Já na zona ural, o secretário explica, que não nem como mensurar. “Não temos nem como verificar a situação real da zona rural, algumas entradas estão intransitáveis. Tem família que está ilhada na propriedade, pois não tem como andar”, diz.

Devido a este mesmo problema, algumas granjas de suinocultura estão desabastecidas. “Tem produtor que não está tendo como abastecer a granja, pois não consegue chegar ao local”, relata.

A boa notícia, é que apesar de todos os transtornos, o abastecimento de água e de luz não estão comprometidos. E conforme o secretário Municipal de Infraestrutura, Valmir Tomaz de Matos, uma equipe com máquinas já está na ativa, correndo contra o tempo, para consertar tubulações e manter tudo funcionando. “Os estragos são grandes e o trabalho árduo e constante, pois alguns pontos estão praticamente isolados trazendo grandes transtornos e prejuízo”, enfatiza o secretário.

Pontos de erosão e moradores

No perímetro urbano, na Rua Celino Berto Vieira, foi aberto uma enorme cratera nas proximidades da Área de Preservação Permanente (APP). A situação é grave, e conforme informações do site da Prefeitura, algumas famílias terão que ser removidas de suas casas e transferidas para locais seguros. “Estamos correndo contra o tempo, já procurando novas residências, pois aproximadamente quatro famílias terão que ser removidas, para sair desta situação de risco de desabamento” garante a secretária Municipal de Assistência Social, Sandra Melissa Guimarães.

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