Cotidiano

Após uma semana, clientes ainda esperam queda no preço do combustível

Valor baixou nas refinarias

Midiamax Publicado em 22/10/2016, às 19h46

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Valor baixou nas refinarias

Uma semana depois da redução de 3,2% do valor da gasolina e 2,7% do preço do diesel, nas refinarias, os consumidores de Campo Grande ainda esperam a queda no preço anunciado nas bombas dos postos de combustíveis. Neste sábado (22) a equipe de reportagem do Jornal Midiamax percorreu alguns pontos de venda e não percebeu diferença nos valores anunciados.

Nessa sexta-feira (21), o Sinpetro-MS (Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis, Lubrificantes e Lojas de Conveniência de Mato Grosso do Sul) divulgou nota justificando que a redução não representa queda no valor de comércio.

Conforme a justificativa, os preços dependem das distribuidoras e da concorrência de mercado. "Cada distribuidora pratica a sua própria  política de preços, relacionando-se com os revendedores de acordo com as suas próprias regras e procedimentos internos, levando-se em conta o potencial de venda de seus clientes, situação comercial comum em qualquer setor do mercado varejista", explica. 

A dentista Amanda Datte, de 34 anos, que abastece em torno de R$ 800,00 mensais, contesta a justificativa. "Temos de ter resposta dessa redução porque somos nós quem mantemos esse mercado. O preço do combustível é muito caro se compararmos às condições e matéria-prima do nosso país.", observa.

O auxiliar de veterinário, Cláudio Sérgio, de 53 anos, também acredita que a redução nas refinarias deve refletir no preço repassado ao consumidor. "Se baixou lá, tem de baixar aqui também. A nossa gasolina é muito cara", frisa.

A acadêmica Pâmela Bianca Morais, de 20 anos, não considera o valor alto, porém, também ressalta que a redução não deve ser apenas nas refinarias. "Pelo menos onde eu abasteço, não acho caro, mas se está mais barato nas refinaria, tem de reduzir", declara.

Waldney Santos, de 34 anos, reveza o transporte entre o carro, que gasta em torno de R$ 100,00 por semana e a moto, que consome apenas metade do investimento, a fim de economizar. Ele diz que embora tenha condições de alternar os veículos, o valor gasto com a locomoção ainda pesa no orçamento. 

"O preço é salgado para nós que precisamos do carro ou moto como meio de transporte para trabalhar. Até agora, pelo que percebi, ainda não houve nenhuma redução para o consumidor. Vamos rezar para que isso aconteça logo", declara.

Luciene Gonçalves Lino, de 40 anos, tem uma motocicleta Pop. Segundo ela, com o veículo que é mais econômico que os demais, são gastos apenas R$ 15,00 por semana, porém, apesar do custo mais baixo que o arcado pela maioria dos condutores, ela também é a favor da redução.

"Eu não gasto muito. Só R$ 15,00 por semana e ando por todos os lugares, mas acho nossa gasolina muito cara. Para quem precisa abastecer mais, fica complicado", frisa.

Nos postos de combustível visitados pela equipe de reportagem do Jornal Midiamax, o valor do litro da gasolina mais barato é vendido a R$ 3,17. No mesmo local o diesel custa R$ 3,27 e o etanol a R$ 2,67.

Conforme a pesquisa realizada pela ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustível), que mostra a média de valor de mercado em 31 postos de Campo Grande, entre os dias 16 e até este sábado, o valor mínimo do litro da gasolina é de R$ 3,198, já o máximo é de R$ 3,54. O etanol, por sua vez, varia entre R$ 2,58 e R$ 2,999. Já o diesel de R$ 2,99 a R$ 3,69. O diesel S10 sofre alterações entre R$ 3,26 e R$ 3,99. 

Jornal Midiamax