Cotidiano

Antes da chuvarada, combate aos ovos ‘adormecidos’ do Aedes é intensificado

Ovos podem eclodir em contato com água

Midiamax Publicado em 13/09/2016, às 20h11

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Ovos podem eclodir em contato com água

A Sesau (Secretaria Municipal de Saúde Pública) dará continuidade a campanha de combate ao criadouro de Aedes aegytpi em Campo Grande, nesta quarta-feira (14). Conforme a assessoria de imprensa, os trabalhos já desenvolvidos durante o período de estiagem e continuado no período das chuvas é alternativa para evitar uma nova epidemia de Dengue, Chikungunya e Zika Virús. 

Com o alto índice de notificações de dengue registrado em 2016 (58.136 notificações) e com a queda das notificações devido ao frio, a maior preocupação está voltada aos ovos que foram depositados durante o período de alta incidência e que podem eclodir durante as chuvas. A antecipação das ações buscam eliminar estes ovos depositados para que não haja risco de uma epidemia.

Ovos

Nem a falta de água consegue barrar a reprodução do mosquito. Os ovos do Aedes têm a capacidade de sobreviver em recipientes secos por até um ano. Eles ficam adormecidos e basta terem contato com um pouco de água para eclodir. Então, não basta evitar de deixar água parada dos recipientes. Recomenda-se também limpar bem suas paredes.

De acordo com o Centro para a Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, se forem eliminadas todas as larvas, pupas e adultos de um lugar, a população do mosquito pode se recuperar em apenas duas semanas, graças aos ovos. Assim que eles têm contato com água, continuam a se desenvolver.

Vacina

O Instituto Butantan, responsável pela produção de importantes vacinas no país, começou no dia 1º de setembro, os testes da vacina contra a dengue em Campo Grande. So neste ano, a dengue já matou 17 pessoas em Mato Grosso do Sul, conforme dados do último boletim epidemiológico da SES (Secretaria de Estado de Saúde).

Na Capital, 1,2 mil voluntários, que já contraíram ou não a doença, irão tomar a única dose da vacina. Esses pacientes serão supervisionados durante cinco anos e o monitoramento acontecerá de diversas formas, como contatos por telefone ou com agendamento de visitas.

Conforme o Butantan, já existe uma fábrica capaz de produzir em pequena escala a vacina da dengue, aproximadamente 500 mil doses por ano. No entanto, essa capacidade pode saltar para 12 milhões de doses/ano.

O início dos trabalhos ocorreu na UBS (Unidade Básica de Saúde (UBS), do bairro Coophavila II, que fica na Rua dos Recifes, sem número.

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