Cotidiano

Alunos rejeitam greve, pois não querem repor aulas aos sábados

Para pais, sindicato deve avaliar se vale a pena para atividades

Midiamax Publicado em 04/05/2016, às 14h45

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Para pais, sindicato deve avaliar se vale a pena para atividades

Dos estudantes mais novos aos mais velhos a opinião é a mesma: eles não querem greve. Temerosos de terem que ficar como no ano passado, quando aulas foram repostas aos sábados, estudantes rejeitam a greve e dizem preferir que os professores consigam negociar salários sem terem que paralisar as aulas.

A estudante Maria Luiza Albuquerque, de apenas 9 anos, diz que não quer que as aulas parem. Estudante do 4º ano, na Escola Municipal padre José Valentim, ele diz que a greve atrapalha o andamento das aulas. “Prejudica. Ainda bem que aqui na minha escola nunca tem greve. Teve um dia que parou, mas depois já voltou. Os professores mesmo dizem que atrapalha”, justifica.

Da Escola Municipal Arlindo Lima, a estudante Isabela Lemes, de 11 anos, conta que em 2015, os estudantes tiveram que repor aula aos sábados e acha a situação muito ruim. “Não quero que fique igual no ano passado, a gente tendo que estudar no fim de semana. É horrível”, afirma.

Aluna da mesma escola, Maria Luíza Souza, de 12 anos, quer que as aulas continuem normal. “No fim a gente que é prejudicado que tem que vir aqui no sábado. É muito ruim”, diz.

Mãe de dois alunos que estudam na Reme (Rede Municipal de Ensino), Anamir Quadros, de 38 anos, diz que é a favor da greve, desde que não seja em vão. “O sindicato tem que saber quando parar as atividades, por se for para paralisar as aulas e não conseguir nada do que adianta. No ano passado aconteceu isso, eles pararam, os alunos foram prejudicados e não deu em nada”, critica.

Alunos rejeitam greve, pois não querem repor aulas aos sábadosEle concorda que para haver conquistas é necessários protestar, mas enfatiza que há de se saber a hora de continuar e parar.

Em 2015, os professores param as atividades por 77 dias e não conseguiram reajuste salarial. Na época, a ACP (Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública) informou, por meio da assessoria de imprensa, que o movimento teria cumprido seu papel e aguardar a decisão da Justiça sobre o cumprimento do piso nacional para a categoria. O que não aconteceu até o momento.

Os professores pediam reajuste de 13,01% de reajuste. Mesmo valor solicitado atualmente, mais o reajuste de 2015 para 2016, de 11,56%. o sindicato propôs negociar o valor do ano anterior em duas vezes. A prefeitura alega não poder dar o percentual.

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