Cotidiano

Acusado de homicídio por troco de R$ 0,15 vai a júri popular nesta sexta

O caso ocorreu em 2011 no Jardim Caiobá II  

Midiamax Publicado em 08/09/2016, às 21h51

None
tjms_0.jpg

O caso ocorreu em 2011 no Jardim Caiobá II

Nesta sexta-feira (9) a 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande realiza julgamento de Natividade Ojeda, 59, acusado de homicídio do Jardim Caiobá II, na capital, em 2011. A sessão que começa às 8h, analisa o crime de 'homicídio qualificado por motivo fútil com recurso que dificultou a defesa da vítima'.

A investigação aponta que o crime foi planejado, e teria motivo 'banal', razão pela qual teve o agravante por motivo fútil. Outro agravante – 'recurso que dificultou a defesa da vítima' -, se deu por entendimento do MPE (Ministério Público Estadual), que afirma que ele estaria de 'tocaia', aguardando a passagem das vimas para efetuar o disparo.

A Promotoria pediu a absolvição quanto às tentativas de homicídio por entender que o acusado teria agido em legítima defesa.

O caso

Natividade Ojeda, 59, e Paulo da Silva Ojeda, 28, pai e filho, foram presos pelo assassinato de Ketson Diego da Silva Ronchi, 17, e por tentativa de homicídio contra Jefferson de Lima, 18, e Johnes Ramos de Oliveira, 20, na madrugada de 3 de outubro de 2011, na conveniência LV, de propriedade da família dos acusados, localizada na rua Astúrio Luiz Braga, bairro Portal Caiobá II em Campo Grande.

Jefferson de Lima levou um tiro no queixo enquanto Johnes Ramos sofreu três tiros que o acertaram na perna, virilha e de raspão na cabeça. Os dois sobreviveram.

O crime teria iniciado com uma confusão após com a cobrança de um troco de R$ 0,15 por parte das vítimas. De acordo com Luiz Silva Ojeda, 26, proprietário da conveniência e filho de Natividade, Ketson chegou ao estabelecimento e comprou quatro latas de cerveja às 21h15 do dia 2 de outubro de 2011.

Antes de ir embora, a vítima teria dito a Luiz em tom intimidador que o proprietário havia cobrado R$ 0,15 de um amigo, valor esse que estava fazendo falta em sua compra. O dono do estabelecimento negou a cobrança.

Às 22h15 do mesmo dia, Ketson retornou a conveniência acompanhando de dois amigos e disseram: “aqueles quinze centavos, você vai ter que pagar para mim”, momento em que ocorreu uma discussão e Reginaldo Silva Ojeda, 22, irmão de Luiz, deu um soco em Ketson.

A partir daí iniciou-se numa briga generalizada entre Luiz, Reginaldo, Natividade e os outros três que informaram que retornariam. Natividade foi até a sua casa e buscou um revólver calibre .32. Luiz ligou para outro irmão, Paulo Ojeda, 28, que foi ao local armado com revólver calibre .22.

Ambos ficaram em frente da conveniência por volta das 00h30. Neste momento Luiz correu para os fundos do comércio quando escutou disparos de arma de fogo. Ao retornar ao interior da conveniência viu uma moto caída na frente do comércio.

Ele perguntou a Paulo que respondeu que efetuou três disparos revidando os disparos feitos pelos jovens. Por volta de 1h, ouviu novamente o barulho de motos seguido de um disparo, na qual acredita que foi o pai, Natividade, que tenha feito. Ketson foi morto com um tiro na nuca. 

Em diligência, a PM e a Polícia Civil conseguiram apreender as armas e prender pai e filho em flagrante.

Jornal Midiamax