Audiência tentar intermediar fim de greve na enfermagem
Em visita à Câmara Municipal de Campo Grande na manhã desta quinta-feira (2), o secretário municipal de Saúde, Jamal Salem, reclamou que a greve do pessoal da enfermagem, iniciada em 20 de junho, está trazendo prejuízos à população. Prazos de validade de vacinas podem vencer, enquanto recém-nascidos estão deixando de ser vacinados, disse ele.
Segundo o secretário, este será o principal argumento que a Prefeitura pretende levar a audiência marcada para a próxima terça-feira (7), no Tribunal de Justiça, em uma tentativa de encerrar o movimento. “Não é o momento de fazer greve. Vamos fazer a reposição da inflação no salário deles, mas primeiro precisamos arrumar a casa, por conta da crise econômica no País. Se aumentarmos a despesa sem ter como pagar, acaba atrasando o salário”, analisou Jamal.
A greve está sendo questionada pela Prefeitura na Justiça – há liminar determinando que 80% da categoria mantenha-se trabalhando. No dia 30 de junho, a Procuradoria Geral do Município pediu que a multa pelo descumprimento da decisão seja elevada de R$ 3 mil para R$ 50 mil, além de defender que, em o Judiciário entendendo ter havido crime de desobediência, mande prender Hederson Fritz Morais de Silveira e Angelo Evaldo Macedo, do comando paredista da enfermagem.
No entanto, a Comissão do Comando de Greve dos Trabalhadores em Enfermagem manifestou-se em seguida, pedindo audiência de conciliação. O desembargador Fernando Mauro Moreira Marinho, no dia 1º, atendeu e determinou o encontro para o início da tarde da próxima terça, “tendo em vista a repercussão do ato de greve (…) atingindo o setor de saúde que está trazendo prejuízos à população”.