‘Tudo foi perdido’, afirma presidente da Santa Casa sobre negociação com Prefeitura

Prefeitura vai repassar R$ 3 milhões à Santa Casa 
| 08/05/2015
- 00:25
‘Tudo foi perdido’, afirma presidente da Santa Casa sobre negociação com Prefeitura

Prefeitura vai repassar R$ 3 milhões à Santa Casa 

O presidente da ABCG (Associação Beneficente de Campo Grande), Wilson Teslenco, disse na tarde desta quinta-feira (7) que toda a negociação que vinha sendo feita com a Prefeitura de Campo Grande em relação ao contrato com a Santa Casa foi perdida. De acordo com o presidente da entidade, ao encerrar o contrato firmado na manhã de hoje, as negociações vão recomeçar.

“O contrato tem mais 20 dias, praticamente, e depois vamos retomar do zero para discussão. Tudo foi perdido e volta do zero”, ressaltou.

Com o acordo contrato feito hoje, a prefeitura vai repassar R$ 2,5 milhões à Santa Casa para atendimento de média complexidade e outros R$ 500 mil para alta complexidade. O valor é inferior ao que a Santa Casa alega necessitar para garantir todos os serviços. O hospital pede um repasse de R$ 4 milhões, sendo R$ 1 milhão destinado apenas para alta complexidade.

Teslenco avalia que o contrato feito apenas para o mês de maio é um descaso do poder público com a população de Campo Grande. “A sociedade está sendo tratada com descaso. Não vão resolver o problema, vão esperar (o mês acabar) para ver o que vai acontecer e para decidir se vai continuar atendendo”.

Sobre a possível renuncia do cargo, Teslenco informou que está esperando o apoio da sociedade. “Se a sociedade de Campo Grande entender que o hospital não precisa ser prioridade, não precisa de plano de longo prazo, não precisa de garantia de valores, então não tem razão para continuar lutando para melhorar”.

O administrador do hospital não descarta um contrato em longo prazo do hospital com Governo e Município. O gestor afirma que desde março está disponível para uma possível auditoria do Estado para que a SES (Secretaria do Estado de Saúde) realize, junto com a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde Pública), os repasses necessários, mas que até o momento o Estado não começou as auditorias.

“É isso que a sociedade quer? É um contrato por um ano e a Santa Casa não ter garantia do que vai fazer e como vai fazer?”, indagou.

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