Cotidiano

Tapa-buraco é realizado sem fiscal e serviço será ‘aperfeiçoado’, afirma secretário

Serviço de tapa buraco na Vila Santa Rita era feito sem presença de fiscal

Midiamax Publicado em 14/02/2015, às 11h27

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Serviço de tapa buraco na Vila Santa Rita era feito sem presença de fiscal

Ao menos na obra de tapa-buraco realizada na sexta-feira (13), na Rua Francisco Giordano, na Vila Santa Rita, em Campo Grande, não havia nenhum fiscal junto dos operários. No entanto, na semana passada, o secretário da Seintrha (Secretaria de Infraestrutura, Transporte e Habitação), Valtemir Alves de Brito, afirmou que o serviço passaria a ser inspecionado por um profissional para garantir a eficiência da obra.

O caso envolvendo operação de tapa buraco em Campo Grande ganhou repercussão, após divulgação de um vídeo com funcionários tapando buracos inexistentes.

Mesmo com o asfalto molhado, operários vestidos com uniformes das empresas LD Construções e Proteco Construções estavam no local em volta do buraco o lapidando com ferramentas. Um dos trabalhadores disse à reportagem que ‘ligaria para o responsável para avisar que estava chovendo’, situação em que não é recomendável executar o tapa-buraco.

Questionado sobre o motivo de ainda não ter nenhum fiscal junto dos operários, conforme prometido durante reunião com vereadores, o chefe da Seinthra, garantiu que diariamente as obras são fiscalizadas e não sabe o motivo de o profissional não ter acompanhado a equipe na Vila Santa Rita.

O titular explica que o trabalho de fiscalização está sendo aperfeiçoado. “Essa é a determinação, deve ter ocorrido algo para ele não estar presente. Precisava saber o que ocorreu, mas nós já evoluímos bastante e vamos melhorar muito o formato de aplicação, é um aperfeiçoamento”, disse.

O assunto das operações de tapa buraco, que seriam desnecessárias em alguns casos, ganhou repercussão negativa nas últimas semanas. Enquanto a população tem enviado imagens e vídeos dos serviços ineficientes, a Câmara Municipal estuda abrir uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar contratos de empresas e Prefeitura.

Antes de adotarem uma medida mais rígida, os vereadores ouviram o secretário em audiência na segunda-feira (9). Na ocasião, o titular pouco se explicou e se comprometeu a enviar as respostas após o Carnaval.

Jornal Midiamax