Servidores públicos federais fazem passeata pela área central de Campo Grande

Concentração é para discutir salário
| 22/07/2015
- 00:37
Servidores públicos federais fazem passeata pela área central de Campo Grande

Concentração é para discutir salário

Nesta quarta-feira (22), a partir das 8 horas, servidores públicos federais dão início a uma passeata na área central de Campo Grande. A concentração será na Praça do Rádio Clube e a motivação é a “Campanha Salarial 2015”, que está sendo negociado junto ao Ministério do Planejamento.

Já confirmaram presença para o ato o Sindsep-MS (Sindicato dos Trabalhadores Públicos Federais), o Sista-MS (Sindicato dos Trabalhadores das Instituições Federais de Ensino do Estado de MS), a AdufMS (Sindicato dos Professores das Universidades Federais Brasileiras), o SinPRF/MS (Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais) e o SIMSPREV (Sindicato Estadual dos Servidores do Instituto Nacional do Seguro Social de Mato Grosso do Sul).

Eles iram passar pela Avenida Afonso Pena, seguir pela Rua 14 de Julho e retornarão para a Praça do Rádio pela Rua Barão do Rio Branco.

Greves

O Sista (administrativos da UFMS) entrou em no dia 28 de maio e tem cerca de 1,8 mil servidores em todo o Estado; a ADUFMS (professores da UFMS) entrou em greve no dia 15 de junho; e o SIMSPREV (servidores do INSS) começou em 10 de julho.

De acordo com os sindicatos, a Campanha Salarial 2015 tem se pautado nas demandas mais urgentes do conjunto dos servidores federais. Uma delas é a reposição da perda salarial de 27,3% acumulada desde 2010. A contraproposta de 21,3% do Ministério do Planejamento parcelado em 4 anos é unaceitável, pois além de não repor as perdas inflacionárias, não leva em conta a projeção da inflação para os próximos anos.

De acordo com o Dieese, considerando que a inflação acumulada pelo IPCA/IBGE desde o último reajuste, feito em agosto de 2010, foi de 44,4%, e os reajustes concedidos no período foram de 15,8%, somente para repor a inflação do período, o índice deveria ser de 24,7%. Dentre as reivindicações estão:

Mais investimentos na educação; a reposição da perda salarial de 27,3%, acumulada desde 2010; a adoção da data-base para o dia 1ª de Maio; paridade entre ativos e aposentados/pensionistas; fim das distorções salariais entre os Três Poderes; o direito de greve; o fim do Fator Previdenciário; condições para oferecer um serviço público de qualidade à população brasileira; a reestruturação das carreiras e a realização de concursos públicos; o fim da terceirização e do sucateamento dos serviços públicos; o fim do desmantelamento do Ministério do Trabalho e Emprego e a recusa do projeto do SUT; o fim da morosidade da justiça, especialmente nos processos que envolvem os servidores federais; e o fim da impunidade dos políticos envolvidos nos escândalos de corrupção.

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