Cotidiano

Sem férias, funcionários do HU fazem reunião e dizem que vão entrar na Justiça

Funcionários da limpeza estão enfrentando problemas para receber as férias

Wendy Tonhati Publicado em 26/11/2015, às 16h18

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Funcionários da limpeza estão enfrentando problemas para receber as férias

Sem receber as férias e enfrentando constantes atrasos no pagamento, os funcionários da Douraser  Prestadora de Serviços e Comércio, empresa terceirizada que presta serviços de limpeza ao HU (Hospital Universitário) Maria Aparecida Pedrossian em Campo Grande, decidiram que vão entrar na Justiça. Eles alegam que trabalham para a empresa há mais de dois anos e não conseguem tirar as férias. 

De acordo com o presidente do sindicato que representa a categoria Steac (Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Asseio e Conservação de Mato Grosso do Sul) Wilson Soares da Costa, há mais de um mês o jurídico da empresa está tentando negociar com os gestores da empresa, mas não houve sucesso.

Costa disse ainda que tem recebido reclamações de funcionários da terceirizada que trabalham em outras cidades do Estado. Segundo Reinaldo Magalhães, do jurídico do sindicato, foi feita uma reunião e o sindicato vai entrar com uma ação contra a empresa. 

Elizângela da Silva, que trabalha há dois anos e meio no hospital diz que nunca conseguiu tirar férias. “Tem muitos funcionários que estão ficando doentes, estafados. Por isso, acabam afastados, mas não podem nem recorrer ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), porque a empresa parcelou o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). 

No dia 12 de novembro, os trabalhadores paralisaram as atividades afirmaram que não receberam o salário referente à outubro de 2015, que deveria ser pago no quinto dia útil de novembro.

“Todos os meses é essa anarquia. Já ligamos e ninguém diz nada. A gente tem família, tem contas para pagar e cadê o nosso salário? Isso é falta de consideração com os funcionários. A empresa não venceu a licitação e o contrato terminada em algumas semanas e como vamos ficar? Não temos nem previsão de pagamento”, disse a funcionária Edna Chaves Velasques na ocasião. 

Jornal Midiamax