Cotidiano

Resíduos se acumulam à porta de restaurantes e até praça vira lixão

Cidade está sem coleta desde a última quinta-feira

Kemila Pellin Publicado em 21/10/2015, às 18h04

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Cidade está sem coleta desde a última quinta-feira

Com a coleta de lixo suspensa desde a última quinta-feira (15), o lixões a céu aberto voltam tomar conta da cidade, dando um ar de abandono e descaso, até mesmo na região central, onde insumos de restaurantes e lanchonetes se misturam aos montes de caixas e sacolas, e toma conta das calçadas.

Alguns até tentam diminuir o caos, separando o que é reciclável do lixo perecível, e colando para fora apenas o que é essencial, como Edite Vigano, de 59 anos, proprietária de um restaurante no centro. “Eu recolhi as caixas e o que não era comida e coloquei lá no fundo. Quanto aos restos de comida, nós vamos acumulando e pelo menos dua vezes por semana, pagamos para um senhor, que cobra R$ 70 em cada corrida, levar tudo até o lixão”.

O problema é que mesmo com o frete, o acumulo dos insumos é inevitável devido a quantidade produzida diariamente. E lixo acumulado vira casa de animais. “Eu nunca tive problema de moscas e agora elas estão por todo lado. E se fosse só isso, mas eu já encontrei dois escorpiões nos restos de comida. Sem falar no cheiro que é insuportável”, acrescentou a empresária.

O vendedor de água de coco reclamou da diminuição nas vendas, que segundo ele, foi motivada pelo mau cheiro oriundo do mau cheiro vindo das lixeiras. “Está bem difícil. Aumenta a quantidade de moscas, e o odor afasta os clientes. Já comecei a vender menos. As pessoas não param mais para tomar água de coco”, explica José Paulo Perreira, de 45 anos.

A empresária Andreza Mônaco, de 44 anos, usou as exigencias da Vigilância Sanitária para reforçar os problemas que o acumulo de lixo vem gerando. “O mínimo eles exigem dos restaurantes é a higiene, mas como a gente faz com o lixo nessa situação? Com o acumulo vem o mau cheiro, moscas, ratos, baratas, bactérias e vírus”.

A vendedora Rosângela Leite da Silva, de 35 anos, comentou que o mau cheiro já está começando a invadir as lojas, mas que o problema não se resume apenas a região central. “O mau cheiro incomoda, a situação é bem critica, não só no centro como nos bairros. Na minha casa eu já comecei a separar tudo”.

Na região do bairro Aero Rancho, a praça, que fico nos cruzamentos das ruas Arquiteto Carlos Alberto Maffei e Aropoti, foi escolhida por alguns moradores, para ser o “lixão da vez”. Elisa Massuda, de 49 anos, disse que não concorda com a atitude, mas acredita não se tratar de um protesto. “Eles estão jogado ali para descartar o lixo de suas casas. É uma situação perigosa, porque por aqui temos muitos insetos”.

O idoso Catarino Oliveira Cabral, de 73 anos, explicou que o problema incomoda os vizinhos, que até pagaram para limpar um vez. “ Se não fosse isso teria muito mais lixo. É gente que vem de fora para jogar aqui, porque os moradores da região estão pagando, cada um R$ 5, para um carroceiro que passa tirando o lixo de casa em casa”, finalizou.

Jornal Midiamax