Cotidiano

Professores da UFMS decidem pelo fim da greve, mas continuam parados

No Estado a greve começou em 15 de julho

Kemila Pellin Publicado em 30/09/2015, às 20h33

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No Estado a greve começou em 15 de julho

Os professores e técnicos da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) sinalizaram por uma saída unificada da greve, ou seja, indicaram ao Comando Nacional da Greve do ANDES – Sindicato Nacional, que vão retomar as atividades, caso exista um consenso entre todas a universidades do país pelo fim das paralisações, que já duram mais de 100 dias, mas para isso, ainda não há data definida.

A volta às aulas está condicionada a resposta do MEC (Ministério da Educação) a pauta de reivindicações protocolada no dia 18 de setembro, o que até o momento não ocorreu por parte dos representantes do Governo Federal.

De acordo com o presidente da Adufms (Associação dos Docentes da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), José Carlos da Silva, a decisão, que foi tomada em assembleia na tarde desta quarta-feira (30), é apenas um dos pontos enviados para o Comando. “A assembleia também aprovou um indicativo para que o Comando Nacional da Greve assine um acordo com o governo, condicionando a não contratação de docentes vias organizações sociais ou semelhantes”, comenta o presidente, ao explicar que a categoria exige que sejam contratados apenas profissionais concursados.

Ainda de acordo com Silva, mesmo com fim o das paralisações, a categoria vai manter a mobilização pelo ajuste fiscal e defesa dos direitos trabalhistas. Os 1.320 professores e três mil administrativos reivindicavam reajuste de 27% e reestruturação da carreira com progressão funcional de índice de 5% entre um nível profissional e outro, mas o presidente defende que o reajuste oferecido pelo governo Federal está abaixo da inflação. “O governo federal ofereceu 5,5% para agosto de 2016 e outros 5% para janeiro de 2017. Isso não paga nem a inflação dos últimos anos”, afirma.

O último ponto destacado em assembleia foi a sugestão de uma pauta nacional de mobilização para 2016. “Isso quer dizer que mesmo saindo da greve, nós vamos continuar lutando em prol dos nossos direitos”, conclui.

Atualmente o salário de professores graduados inicialmente para 20 horas aulas é de R$ 2.080,00, mestres R$ 4 mil e doutores R$ 8.600. As universidades federais de Mato Grosso do Sul atendem 17 mil alunos no Estado, dentre eles, 8 mil apenas em Campo Grande. 

Jornal Midiamax