Cotidiano

Presidente do TJ diz que só fala com membros de fora do sindicato e servidores negam

Servidores do judiciário consideraram proposta ‘absurda’ e falam em greve

Midiamax Publicado em 29/04/2015, às 21h04

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Servidores do judiciário consideraram proposta ‘absurda’ e falam em greve

Apesar de montar comissão para negociar com juiz auxiliar durante protesto na tarde desta quarta-feira (29), os servidores do judiciário não conseguiram conversar com o presidente do Tribunal de Justiça. O motivo: a exigência do desembargador.

“Ele disse que só conversaria se fosse com três servidores que não são do sindicato. Consideramos absurda a proposta e negamos”, conta o vice-presidente do Sindjus-MS (Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário de Mato Grosso do Sul), Leonardo Lacerda.

Indicativo de greve

O vice-presidente frisou que com o protesto desta quarta, que reuniu cerca de 500 servidores em frente ao Tribunal de Justiça, foi o último aviso de que uma greve pode acontecer se não houver negociação. “A categoria vai se reunir dia 9 para discutir os próximos passos. Há grande chance de entrarmos em greve”, declarou.

Reivindicações

Os servidores do Poder Judiciário Estadual de Mato Grosso do Sul pedem um reajuste salarial de 15%, ou seja, maior do que os 7% divulgado no Diário Oficial.

Os manifestantes ressaltam que o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul é um dos melhores do País. Uma das principais bandeiras é que o tribunal sul-mato-grossense cumpre 99% das metas e tem o segundo pior salário do País.

“Desde 2008 só temos reajuste inflacionário. Queremos pelo menos uma resposta. Se não quiserem dar o reajuste salarial queremos saber o porquê e em números”, frisa Fabiano Reis, presidente do Sindjus/MS (Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário de Mato Grosso do Sul). Outro pedido é o auxílio saúde para os aposentados, que foi cortado.

O analista judiciário Elis Canhete Guia ressalta que o TJ–MS é o sétimo tribunal estadual que mais produz, proporcionalmente, contudo, repassa um dos piores salários aos funcionários. “Não é justo conosco. Temos o segundo pior salário, só perdendo para um Estado do Nordeste. À tarde vamos definir qual será o rumo das manifestações”, conclui.

Jornal Midiamax